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Ativismo Para Além de Mim
Data:28/03/2024 - Hora:08h29
Ativismo Para Além de Mim
Divulgação

A mulher pode e deve ocupar espaços decisivos, inspirando e influenciando outras mulheres, dando voz às urgências da população do gênero feminina, abraçando as causas e possibilitando que mais mulheres venham juntas. Foi esta a motivação que originou a palestra “Ativismo para Além de Mim” no painel “A importância da Representatividade nas Esferas de Poder”, proferida pela presidente da 3ª Subseção de Cáceres da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato OAB-MT, Dra. Cibeli Simões na cidade de Curitiba - Paraná, em evento da IV Conferência Nacional da Mulher Advogada.

 No painel – A importância da Representatividade nas Esferas de Poder- destacou-se o desafio da mulher na luta por ocupar espaços e representatividade, ela figurando como o próprio rompimento de paradigmas para se adentrar a esse espaço, onde o ativismo político tem sido um dos instrumentos utilizados para que ela possa alcançar esse espaço que, estruturalmente, foi concebido como um locus masculino.

Para demonstrar como as mulheres vem utilizando o ativismo político ao longo dos tempos para ocupar espaços de poder e reconhecimento de direitos, foi realizado um recorte histórico sobre o deslocamento coletivo feminino em busca deste ideal, como exemplo em 1979, quando na França, mulheres passam a atuar na sociedade de forma mais significativa, com a reivindicação de melhores condições de vida e de trabalho, além de inúmeras manifestações pelo mundo à fora que deu ao movimento maior protagonismo em sua participação política, acesso à instrução e a busca por igualdade de direitos.

E, no Brasil cita-se um momento histórico quando as mulheres passam a ter direito ao voto no ano de 1932, através de movimentos feministas que sempre tiveram no feminismo um movimento de luta contra a opressão sexista e misógina, além de movimentos de mulheres que promoveram deslocamento institucional proporciona à toda a coletividade feminina ocupação de espaço que antes não lhe era permitido.

Nesse sentido pode-se citar como exemplos Esperança Garcia, reconhecida historicamente como a primeira advogada de nossa história, ainda na época da escravidão, mulher negra e escrava que mesmo na maior adversidade de viver em um dos períodos mais sombrios de nosso país, buscou através de uma carta, o reconhecimento mínimo de direitos, e Myrthes Campos, a primeira mulher a exercer a advocacia no Brasil, tenso se inscrevido no Instituto dos Advogados do Brasil, que antecedeu a OAB. Hoje a advocacia brasileira é formada por 51,43 % de mulheres conforme último senso realizado pela instituição em 2023.

Ao fim do evento, Cibeli destacou mais uma vez o protagonismo da mulher, através do ativismo político (...) “tem feito com que nós, mulheres, alcancemos espaços de poder para de fato termos voz de modo a reverberar tudo que viemos construindo ao longo da história. O ativismo envolve a tensão entre a exigência de tomadas de posições em relação aos problemas atuais e o desejo que sua contribuição sobreviva à ação do tempo”.

Além de Cibeli, ministrou palestra no mesmo painel, a advogada indígena Inory Kamanari (Presidente da Comissão de Amparo e Defesa dos Povos Indígenas da OAB/AM), líder da Comunidade Kamanari que destacou a luta das mulheres indígenas na ocupação de espaços e na luta por direitos.

 O painel foi presidido por Silvia Souza, Conselheira Federal/SP, Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos; com a Relatora Wiliane da Silva Favacho, Conselheira Federal/AP e realizado na Sala Esperança Garcia, que homenageia esta personalidade mulher, negra, brasileira.




fonte: Dra. Cibeli Simões



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