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Bioconstrução de Cáceres tem apoio do Sebrae
Data:21/03/2024 - Hora:06h42
Bioconstrução de Cáceres tem apoio do Sebrae
Assessoria

Inovação, sustentabilidade e responsabilidade social são alguns termos que descrevem o modelo de negócio do Núcleo Experimental de Permacultura e Bioconstrução do Pantanal (NepBioPBIO – Pantanal), que há dez anos promove educação ambiental no Pantanal mato-grossense.

O empreendimento, que recebe o apoio do Sebrae/MT (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso), constrói casas que chamam atenção por terem um custo de até 40% a menos e ainda proporcionam ambientes mais agradáveis e frescos, com temperaturas até 10 °C menores que o externo.

A busca por soluções sustentáveis torna-se uma questão de sobrevivência no planeta que responde, com eventos climáticos extremos, aos danos causados pelas ações humanas. Em janeiro deste ano, a temperatura do planeta ultrapassou 1,5 °C em comparação os níveis pré-industriais. E, foi em busca de desenvolver o negócio, que a família idealizadora do projeto contou com o suporte do Sebrae/MT em Cáceres, por meio de consultorias e orientações.

“Este é um modelo de negócio familiar que por si só se destaca no mercado, ainda mais pelo diferencial e compromisso social e ambiental. E, nós, do Sebrae/MT contribuímos no aperfeiçoamento da gestão [financeira e administrativa], para o relacionamento com o cliente e outras capacitações”, comenta Cirlene Espicaski, gerente do Sebrae/MT em Cáceres.

Localizado no município de Cáceres, o NepBioPBIO – Pantanal utiliza o espaço da ‘Casa de Cupim’ para ensinar e colocar em prática técnicas de construções sustentáveis. 

É neste local — planejado para ser um exemplo de casa sustentável — que os visitantes aprendem um pouco sobre os princípios da permacultura, modelo de construção que visa manter a cooperatividade na relação entre homem e natureza, em que ambos se beneficiam.
Para Diego Miguel Carioca de Paula, fundador da empresa, adotar um estilo de vida sustentável está ao alcance de todos. “A sustentabilidade é uma necessidade hoje. É fácil sim, ser sustentável e todo mundo pode ser”, afirma o empreendedor que com a família promovem a educação ambiental na região.

A ‘Casa de Cupim’ é uma casa escola onde mostramos o que aprendemos nos últimos dez anos de existência, o que erramos e aprimoramos com o tempo. Sentimos essa necessidade de levar esse conhecimento e vivência para as pessoas por meio do empreendedorismo. Dessa forma, criamos o Nep Pantanal, que é o nosso jeito de empreender de acordo com o nosso estilo de vida. Somamos com a sociedade levando um pouco do conhecimento que hoje é uma necessidade”, explica Diego que também é técnico em agropecuária, biólogo, bioconstrutor e praticante de permacultura.

O empreendimento familiar ensina, na prática, técnicas da permacultura, construção que ganha maior visibilidade em tempos de frequentes ondas de calor intenso e escassez de recursos, pois a casa tem eficiência térmica.

Dentre as características das obras realizadas com a consultoria da pequena empresa, além de baixo custo, estão a autossuficiência com rede de tratamento de esgoto própria e o reaproveitamento de resíduos.

O controle da temperatura pode variar conforme a construção, e, o estilo arquitetônico com aplicação dos princípios básicos da permacultura garante a redução da temperatura.
“Casas ecológicas podem ser feitas com diversos materiais, por isso a temperatura vai depender de vários fatores. Nós trabalhamos com uma linha da arquitetura chamada a bioclimática, que é um tipo de construções onde há o planejamento de habitações que se adaptam ao clima local. Fizemos um acompanhamento e constatamos que, a média anual das nossas casas daqui do núcleo, varia entre 8 °C a 10 °C abaixo da temperatura exterior”, ressalta Diego.

A obra utiliza recursos naturais (barro, madeira, pedras, bambu), são geralmente os materiais disponíveis no local em que será feita a casa, o que reduz custo em até 40% com uso ou reaproveitamento de materiais. “Hoje, mais do que nunca, com as mudanças climáticas que presenciamos, defendemos a bio construção como forma de adaptação às mudanças climáticas”, reforça.

Educação ambiental

A família de empreendedores que está à frente do Nep Pantanal também tem o objetivo de compartilhar com a sociedade os princípios da permacultura. O projeto é apoiado pelo Sebrae/MT e recebe visitantes de escola, empresas e pessoas que querem aprender sobre como viver de forma mais sustentável e cooperar com o meio ambiente.

“Ajudar no desenvolvimento de negócios como este é muito satisfatório, pois está alinhado com um dos nossos propósitos, que é construir um ecossistema de pequenos negócios inovadores, sustentáveis, com um impacto social positivo para comunidade local”, ressalta a gerente do Sebrae/MT em Cáceres.

Diego explica que com o suporte do Sebrae/MT as ações da empresa têm sido ampliadas “agora além das construções ecológicas de ‘bio casas’ [na região de Cáceres e de Chapada dos Guimarães], que são projetos mais econômicos e ofertam ambientes mais agradáveis que as construções convencionais, com a ajuda do Sebrae/MT, ampliamos nossos atendimentos para a área de educação ambiental, com orientações, consultorias, suporte, prestação de serviços, entre outros”, diz.

Princípios éticos

A ciência da permacultura é baseada em três princípios éticos: uso de ferramentas que permitam cuidar das pessoas (nós e o próximo) e; cuidar da terra e partilhar o excedente, ou seja, não produzir desperdício com reciclagem e o reaproveitamento dos resíduos.
Atualmente, a ‘Casa Cupim’ é referência regional na aplicação de quatro campos da Ciência: espaço construído; cultura e educação; ferramenta e tecnologia; manejo da terra e da natureza.

“É um conjunto de ferramentas para as pessoas poderem construir e criar ambientes humanos sustentáveis e mais integrados com a natureza.

Esse conjunto de ferramentas de observações, permite que, ao observarmos a nossa volta, possamos identificar qual é o melhor posicionamento para a casa, conforme o sol; o sentido do vento; o clima da região e como posso plantar e melhorar o solo para deixar um retorno positivo para a natureza”, conclui Diego.




fonte: Assessoria



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