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COLUNA RELIGIOSA: Não deixe o pecado limitar a sua experiência com Cristo
Data:07/07/2023 - Hora:08h41

“Naquele tempo, entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: ‘Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!’” (Mateus 9,1-2)  

Meus irmãos e minhas irmãs, o mundo de hoje não gosta muito de falar em pecado, a gente sabe disso. Parece fora de moda falar que o pecado ofende a dignidade humana, ofende Deus e ofende os outros. Isso porque tudo é relativo — “Se me faz bem, que mal há nisso?” É assim que eles dizem. “Por que é pecado, se há amor?” 

Então, são afirmações do mundo de hoje para as quais nós cristãos precisamos estar atentos. Porque nós também vamos nos esquecendo de que a estrutura do pecado pode corroer o nosso coração, limitar a nossa experiência com Cristo e, no juízo eterno, nos privar da presença de Deus. 

Jesus sabia que o pecado era e é tão nocivo ao ser humano que, diante de um paralítico, a primeira coisa que Lhe ocupa a atenção é com o pecado que está presente na vida daquele homem. Porque Jesus era conhecedor dos corações, bastava um olhar para Ele fazer já o diagnóstico espiritual da vida da pessoa. Então, quando Ele viu aquele homem, certamente viu que tinha algo dentro do coração dele para ser perdoado. 

O pecado é uma ferida, e como nós temos medo de mexer nas nossas feridas! Como temos medo, muitas vezes, de desinfetar uma ferida lavando-a com álcool! Isso para nós é terrível, porque arde, e temos medo disso! 

O perdão dos pecados é, de fato, a forma mais alta de cura, e o Senhor quer libertar o nosso coração 

O sacramento da confissão faz isso conosco, com as nossas feridas espirituais: limpa a ferida para que ela seja curada. Por isso a confissão é tão pouco buscada e tão pouco compreendida nos dias de hoje. E também nós carecemos, infelizmente, de bons confessores. 

Muitos fiéis por aí expõem as suas feridas para serem cuidadas, e para elas é oferecido um calmante, um entorpecente, um relaxante de consciência e outras terapias paliativas que não conduzem para a cura. Isso é trágico! Quando nós sacerdotes traímos o ministério que recebemos, traímos o ministério da cura que nós exercemos no momento da confissão, e vamos enganando as pessoas, conduzindo-as para o erro. 

Que Nosso Senhor também nos liberte como sacerdotes, como ministros do sacramento da confissão, de toda e qualquer situação que tenha nos afastado da Verdade. 

Jesus apresenta a felicidade verdadeira para aquele homem, porque a felicidade de uma vida não está no fato de uma pessoa caminhar com as próprias pernas ou ela ser ajudada por algo ou por alguém para caminhar. A felicidade está no fato dela ser livre de tudo o que a paralisa, de tudo que endurece o seu coração; isso é uma vida feliz! 

A menina mártir que nós celebramos hoje, nesse dia, Santa Maria Goretti, dizia ao seu algoz que tentava abusá-la: “Isso é pecado e Deus não gosta”. Ela teve que pagar com o seu próprio sangue o preço do zelo pela castidade. 

Antes de pedir uma cura, vamos pedir o perdão dos nossos pecados. O perdão dos pecados é, de fato, a forma mais alta de cura, e o Senhor quer libertar o nosso coração do pecado! 

Desça sobre vós a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém! 

 

Padre Donizete Ferreira - Sacerdote da Comunidade Canção Nova. 




fonte: Padre Donizete Ferreira



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