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Senhoras do Destino
Data:08/03/2023 - Hora:07h55
Senhoras do Destino
Reprodução Web

Queremos neste espaço hoje, homenagear as Senhoras do Destino, independente de raça ou credo. São mães, esposas, filhas, mestras, colegas de trabalho, de estudos, amigas do dia a dia, brancas, negras, morenas, loiras, magras, gordinhas, altas, baixas, sempre MULHERES, cuja inicial “M” Deus tatuou em nossas mãos, com certeza para que jamais nos esqueçamos de sua importância em nossa vida. Neste dia 8, Dia Internacional das Mulheres, é fundamental retomar a luta travada por elas. Oficializado pela ONU em 1975, o Dia Internacional da Mulher simboliza a luta histórica, pelo acesso a direitos civis, por condições igualitárias de direitos, oportunidades e tratamento aos dos homens. A trajetória das mulheres por direitos igualitários é antiga, porém já rendeu diversas conquistas. Entre os principais avanços relacionados à promoção e à proteção do direito da mulher no Brasil, estão o direito à educação, que foi adquirido somente no século XIX; a conquista do voto feminino, realizada por meio do Decreto n° 21.076 em 1932 e consolidada na Constituição de 1934 e, também de serem eleitas para cargos no Executivo e Legislativo. Já o direito ao trabalho foi conquistado pela luta das mulheres apenas em 1962. Antes disso, as mulheres casadas só podiam trabalhar fora de casa se os maridos permitissem. Hoje em dia, elas já ocupam cargos não só nesses dois poderes, mas também no Judiciário e em muitas outras instituições que só homens eram admitidos.  Em relação à segurança e ao combate à violência contra a mulher, constam avanços como a criação da primeira delegacia de defesa mulher, em 1985; e a Lei Maria da Penha, em 2006, uma homenagem à farmacêutica que sofreu violência do marido durante anos e de cujo advento, tem salvado milhares de mulheres vítimas de indivíduos covardes. Quanto ao econômico, felizmente, elas estão se engajando cada vez mais para derrubar essa cultura completamente desqualificadora, uma vez que ainda hoje as mulheres sofrem com a desigualdade no mercado de trabalho em relação aos homens. Nesse contexto pesquisas realizadas nos últimos anos, retratam as diferenças entre homens e mulheres relativas a cargo, salário, tempo e possibilidades. Uma pesquisa do IBGE mostra, por exemplo, que, em 2019, as mulheres receberam, em média, 77,7% do montante obtido pelos homens. Nos cargos de direção e gestão, as mulheres receberam 61,9% do recebimento dos homens e nas profissões de ciências e intelectuais, essa diferença é de 63,9%.  A pesquisa aponta também que apesar das mulheres possuírem níveis educacionais maiores que o dos homens, ainda assim tem menos oportunidades.  Como se vê há ainda muitos obstáculos impostos pela sociedade para que a mulher ingresse e se mantenha no mercado de trabalho: diferença salarial, quando comparadas a homens que ocupem o mesmo cargo; a maternidade, pois muitas acabam perdendo ou tendo que deixar o emprego para cuidar de filhos; o assédio no ambiente de trabalho e o machismo enraizado em nossa sociedade. Que este 8 de março não seja um mero dia voltado simplesmente a homenagens, mas que seja um convite a reflexão referente como a nossa sociedade trata as mulheres. Essa reflexão vale para o campo do convívio afetivo, familiar e social quanto para as questões relacionadas ao mercado de trabalho. Nosso reconhecimento a todas as mulheres que vieram antes e que lutaram para que direitos fossem assegurados, inspirando outras mulheres a continuarem lutando para que o mundo seja de todos e para que as diferenças não se convertam em desigualdades e violências. Parabéns, Mulheres! 




fonte: Da Redação



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