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Um dia para recordar...
Data:02/11/2022 - Hora:07h59
Um dia para recordar...
Reprodução Web

Na nostalgia desta data que nos traz a memória tanta gente querida que por aqui já passou e com certeza já cumpriu sua missão e partiu deixando saudades. Pessoas com quem convivemos, assistimos, aplaudimos, que passaram rapidamente por nossa vida, cada um no seu modo. Uns grandes, outros pequenos, uns com uma história marcada por legados, outros nem tanto, mas todos dando a sua parcela nesta terra. E hoje, neste feriado de Finados, quando caminhamos lentamente pelo campo santo, olhando os jazigos, percebemos que ali, estão os verdadeiros heróis, pais, mães que criaram seus filhos com dificuldades, mas com muito amor, pessoas que fizeram história e mesmo aqueles que aos olhos de muitos passaram despercebidos, mas que viveram e com certeza deixaram a seus entes lembranças e saudades. Ali estão pessoas que foram amadas e amaram, muitas vezes até de forma incompreensível, pois somos diferentes e cada um tem um jeito de amar e de expressar esse amor. Particularmente nesta data, um misto de tristeza, mas também esperança e lembrança tomam conta do nosso coração, e esse é o duplo sentido da comemoração de todos os fiéis defuntos. Esta tristeza se mistura com a esperança. É o que todos nós sentimos hoje nesta celebração do Dia de Finados que foi instituído pela primeira vez na França, no século X, quando o abade Odilo de Cluny  sugeriu, no dia 2 de novembro de 998, que todos dedicassem a data para orar pelas almas dos que já se foram. Odilo resgatou um dos elementos principais da fé católica: a perspectiva de que boa parte das almas dos mortos está no Purgatório em um processo de purificação antes de ascender ao Paraíso e, desta maneira, precisam de nossas preces e orações. E nesse contexto, cada parte do mundo celebra a data de uma maneira diferente. Alguns países, como o México, por exemplo, fazem a chamada Festa dos Mortos, que dura três dias. Já na Indonésia, acontece um ritual chamado Ma’nene, que consiste em vestir o morto com diferentes roupas. No Haiti, é muito comum ir para perto do cemitério e fazer uma batucada com grandes tambores à noite para despertar o Deus dos mortos. Não importa qual seja o modo da celebração, mas é unanime que o Dia de Finados é um dia de pensamentos e lembranças daqueles que partiram e de valorização da vida. Dia de encontrar em pensamento nossos parentes e amigos, agradecendo a Deus pela oportunidade de ter convivido com eles. E se este é o inevitável destino de todos nós, lembremos e nos preparemos que para lá vamos despidos de cargos, valores, patrimônio e orgulho, para cumprir a divina profecia: “Tu és pó e ao pó um dia voltará”. Bom Dia!

 




fonte: Da Redação



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