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Amarras da Política
Data:06/09/2022 - Hora:08h39
Amarras da Política
Reprodução Web

Os maiores inimigos dos governantes não são as crises, a falta de recursos para tocar obras e cumprir pelo menos em parte suas promessas de campanha, as intempéries que causam estragos e prejuízos aos cofres públicos, a oposição e outras mazelas. Na verdade os maiores e mais perigosos inimigos de um prefeito, de um governador e de um presidente, são alguns integrantes de partidos políticos que costuram as amarras em coligações e se incluem no time dos nós cegos. Já nas convenções partidárias, quando ficam definidos os partidos que irão apoiar a majoritária em caso de vitória nas urnas, começa o loteamento de cargos e aí mora o perigo. O candidato para alicerçar sua pretensa conquista na eleição, fica refém do arco de alianças e nele além dos políticos sérios, estão os inconvenientes necessários, conforme o peso da sigla coligada, a cotação para a fatia de cargos nos escalões cresce na bolsa de cargos. Com a vitória do atual e ou de seu indicado reeleito ou eleito continua a ser situação e os derrotados, oposição e vice-versa, no caso de derrota dos situacionistas, isto é óbvio e em ambos os casos, mesmo nos de reeleição, a transição é praxe decorrente das amarras de campanha. Iniciado o mandato, os nós cegos das amarras investidos nos cargos, seja coordenador, secretário ou ministro, começam a se manifestar através de maracutaias, trambiques, recebimentos de propinas em licitações, negociatas diversas e os cambaus. A oposição que estava de plantão para se vingar da derrota, arma seus soldados no poder legislativo e entra em cena, começam as pressões, acusações, ameaças de CPI’s, usando o coligado corrupto para minar o poder executivo, na maioria das vezes. A mira é o político corrupto, o nó cego, mas o alvo a ser atingido é o executivo como poder central, seja o prefeito, o governador ou o presidente e como para quem sabe ler, não se pinga o i e nem se corta o t. As oposições não querem cabeça de ministros e sim a do executivo, que como os demais eleitos em majoritárias, carregam o pesado fardo costurado com amarras de nós cegos, tanto é verdade, que após queda de ministro tal, ele cai na Berlinda e a oposição muda sua linha de tiro para outro. Isto comprova que a teoria da separação de poderes do Estado, uma teoria de ciência política desenvolvida pelos filósofos gregos Aristóteles e Platão e exposta de forma coerente e sistematizada pela primeira vez pelo filósofo iluminista Montesquieu, no seu livro “O Espírito das Leis” em 1748, na prática não funciona e que se dane John Locke. A divisão de poderes na política brasileira é diferente daquela autônoma, o executivo enredado na colcha de retalhos que o guindou ao poder, torna-se presa fácil das situações vividas no cotidiano político dos falsos amigos, situação esta explorada ao máximo pelos opositores, ávidos de derrubar o poder. E a parafernália ocasionada pelas amarras políticas não ameaçam somente o poder central, governadores e prefeitos que se cuidem, pois seus inimigos, (amigos da onça e adversários políticos) não dormem de touca e nesta esfera, a corda não arrebenta do lado mais fraco. As negociações dos partidos em torno desse pleito já miram costuras e apoios para as próximas eleições, tanto a esquerda quanto a direita devem encarar em 2024 e 2026 pendências e faturas geradas na corrida deste ano. Por isso o eleitor deve analisar, não só o candidato, mas também quem estão por trás dos bastidores, porque a costura eleitoral, faz a diferença. Bom dia e boa reflexão.  




fonte: Da Redação



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