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A impressão é a que fica
Data:08/02/2022 - Hora:07h44
A impressão é a que fica
Reprodução Web

Ontem, 7 de fevereiro de 2022, exatamente 554 anos da morte de Johan Guttemberg, reconhecido como o Pai da imprensa e considerado por muitas pessoas como o primeiro gráfico, já que foi ele que imprimiu a primeira Bíblia, um ícone da mídia, cujo nome registramos hoje neste espaço, especialmente para saudar todos os profissionais gráficos pelo seu dia. Que o padroeiro da distinta categoria profissional Santo Agostinho, que também é o patrono dos teólogos e cervejeiros, abençoe a todos, com as devidas cautelas da cerva, que, se for trabalhar e ou dirigir, não beba; né mesmo Dodô? Pra quem não sabe o Sr. Eudes, popular, e ponha popular nisso, Dodô, é o responsável pelo parque gráfico do Correio Cacerense.  De antemão, em nome dele, queremos externar a todos os gráficos de Cáceres e região, nossas congratulações pela efeméride, afinal são eles, os artistas que com extrema dedicação, dão aquele especial acabamento no nosso trabalho mediante boa impressão, que aliás, que aliás, é a que fica. 

No que concerne a data, ela foi escolhida em homenagem por marcar a greve dos gráficos realizada em São Paulo, no ano de 1923, quando os profissionais liderados por João da Costa Pimenta, considerado até hoje o maior gráfico da história brasileira, reivindicaram melhores condições salariais e de trabalho. O movimento, foi o primeiro a criar uma convenção coletiva de trabalho em nosso país numa época em que ainda não havia direitos trabalhistas e foi somente a partir dessa greve que outros sindicatos passaram a ser criados, estabelecendo novas condições de trabalho para o proletariado nacional. Como sabemos, o trabalho desenvolvido pelo gráfico é a impressão de qualquer tipo de papel, seja panfletos para propaganda, convites, notas fiscais, cartões de visita, livros, jornais e revistas, banners e etiquetas, além dos artigos de cartonagem e de papelaria. O gráfico é o profissional responsável pelas artes-finais de uma peça gráfica, seja sob forma manual ou eletrônica. Os projetos variam entre cartões de visita, folhetos, cartazes, rótulos, jornais e muito mais, e trabalho consiste nos processos de pré-impressão, impressão e pós-impressão. Ele deve também ter conhecimento sobre valores e tipos de materiais para conseguir obter um bom custo x benefício. Viajando um pouco na história, deparamos com Johan Gutenberg, o Pai dos Gráficos, alemão que viveu no século XV e inventou os tipos móveis, letras metálicas em alto relevo, que eram próprias para fixar a tinta de impressão, passando a popularizar textos escritos, antes só disponíveis através de manuscritos, feitos geralmente por monges em mosteiros e apenas facultados a um grupo mínimo de leitores. O processo de impressão difundiu-se rapidamente em todos os países da Europa, já que tornava o conhecimento acessível a todos, tornando assim a profissão de gráfico a mais importante das ferramentas para a literatura, comunicações e jornalismo, divulgando ideias e criando praticamente um novo mundo. Das mínimas 300 páginas por dia impressas por Gutemberg, a impressão e, consequentemente, a profissão de gráfico, evoluiu e se modernizou com o tempo, alcançando a possibilidade de impressão das imagens em alta resolução, criando uma qualidade cada vez mais disputada nos tempos atuais. De prensas manuais, passando para as rotativas, hoje o gráfico executa suas atividades em três níveis distintos: o projeto, ou pré-impressão, fase em que se cria o layout da impressão; a impressão propriamente dita, através de uma matriz que pode ser uma rotogravura, uma flexografia ou um off-set; e a etapa de acabamento, quando se utiliza colagens, grampos, cortes e dobraduras, criando o produto final. Passados 214 anos do surgimento do segmento gráfico ao Brasil (advento em 1808, com a vinda da corte portuguesa), nossa saudação à distinta categoria dos gráficos, cujo setor tem influenciado os rumos da economia brasileira, num crescente rumo à modernização, evoluindo e se consagrando cada vez mais no exigente e promissor mercado brasileiro, mercê do denodo dos trabalhadores especializados. 




fonte: Da Redação



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