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Falta de Educação
Data:27/1/2022 - Hora:07h41
Falta de Educação
Reprodução Web

No dia 24 de janeiro o calendário registrou uma data, que se não lembrássemos aqui, passaria em brancas ou escuras nuvens, sem a menor importância, num país com mais de 50% de analfabetos funcionais, bibliotecas as baratas, escritas cifradas de gíria internetês e os etc. 

Ah, o tal eticétera que quebra o galho de muita gente quando o estoque de vocábulos se esgota. Este fato já mostra que a Pátria Amarga padece de falta de educação. Nenhuma novidade para quem se lembra do MOBRAL falido dos astros tempos de chumbo da ditadura militar, não muito recente, o EJA, que ainda não morreu, graças ao empenho de prefeitos e governadores. Mais recentemente, o engodo da Grade Comum Curricular do tal ministro Mendonça Filho, natimorto que englobava a tentada reforma do ensino médio, melhor dizendo a BNCC, ou seja, Base Nacional Comum Curricular, que de base nada teve. Agora, vem outro papo do tal Novo Ensino Médio, oxente, ele não fora reformado na tal base? Como se pode notar, o que falta mesmo no reino tupiniquim, e Falta de Educação, sem surprises, claro, pois pesquisa da Pro-Livro mostra que o brasileiro lê menos de 3 livros por ano. Jamais seremos uma potência sem educação séria, do básico ao superior, sem valorizarmos Piaget, Montessori e Paulo Freire. A China só chegou a ser realmente uma grande potência, após a revolução cultural de Mão Tse Tinha. Quando tivermos um governo, um ministro da educação compromissados com a formação do cidadão, primando pelos métodos dos pedagogos supra mencionados, sem medo de progressistas, poderemos pensar em uma educação séria. O oposto e regre sismo com embalagens enganosas e conteúdo vazio. Os efeitos colaterais, o analfabetismo funcional e político, que não se cura com diplomas em currículos ou nas paredes. O cidadão consciente, livre, independente e produtivo na essência, se constrói na educação, que cediço se diga, não se resume e o limita aos decorebas de concursos e provas, mas pela formação didática técnico-profissional, mesclada pelo caráter de deveres e direitos nos momentos de exerce-los e cobra-los dos poderes constituídos. Concluindo, já dizia Paulo Freire que a educação deveria promover a liberdade e resultar na transformação do mundo e na humanização do indivíduo, dotando-o da capacidade crítica. Oxalá possamos algum dia poder registrar sem criticar este setor tão importante para todos. 

 




fonte: Da Redação



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