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A Vara e o Peixe
Data:30/11/2021 - Hora:08h04
A Vara e o Peixe
Reprodução Web

Quando os políticos, de olho nas urnas de 2022 ensaiam aprovar uma roupagem nova a um programa voltado aos miseráveis da nação, que, claro, votam com a barriga, o tal Auxílio Brasil, maquiagem do Bolsa Família, na realidade, esmola com o chapéu alheio, o no$$o, importante destacar a diferença entre assistência social e o assistencialismo político-eleitoreiro. Conforme o cientista social Pedro Demon, enquanto o tal assistencialismo se traduz pelo cultivo da pobreza sob a aparência de ajuda, a assistência é um direito social do cidadão, amparado pela Constituição Federal vigente. Já dizia Hannah Arendt, que o nefasto assistencialismo tolhe a liberdade do cidadão, haja vista, sendo um sistema que se diz de ação social, apenas oferece a comunidades diferenciadas e excluídas da sociedade, porém com apoio momentâneo aos seus membros, sem entretanto combater as causas que deixaram as vítimas do sistema no mencionado estado de pobreza e carência. O assistencialismo sem projeção séria, obviamente incorreto no aspecto social, travestido de sua roupagem nociva-eleitoreira, cria um círculo vicioso na vida dos assistidos, além de afetar a lei cármica da humilde plateia do Panis et Circensis. Nada contra o Estado assistir as famílias carentes e necessitadas, aliás, este é um dever dos governantes, uma vez adstritos aos preceitos legais vigentes (vide S.U.A.S). Neste sentido, muito bem definiu o Supremo Tribunal Federal na última semana, a regulamentação do Renda Mínima, criado em 2005 e durante 16 anos sem ser sacramentado pela magna corte. Diga-se aprovação por unanimidade dos 8 ministros e 2 ministras do supremo, com imposição de crime de responsabilidade por eventual omissão do governo. O que a gente, como imprensa e formadora de opinião questiona, é a forma especulativa eleitoral, como o grave problema vem sendo protelado pelos governantes, sem uma política séria, tipo, emprego e renda, ao contrário do vigente miséria e renda. Oposto de um programa de Providência Social com subsídios aos médios empresários para geração de mão de obra, escolarização técnica de formação profissional e assim, a médio prazo, a extinção da pobreza. O renomado filósofo Lao Tsé, autor do famoso Tao Te Ching, defendia a importância de se dar a vara ao faminto e ensiná-lo a pescar, para que ele tivesse sempre o peixe em sua alimentação. O Mestre Jesus Cristo, registrou nas escrituras em seus sermões, que a cada um, seria dado conforme suas obras. Concluindo, o trabalho enobrece, dignifica e liberta, o oposto da esmola, que humilha e acomoda quem recebe, sobretudo, quando referido óbolo vem concessionado ao troco dissimulado do voto cobiçado pelos maus políticos. O peixe, com certeza terá aquele sabor saudável de cidadania, quando a vara é vergada ao suor do trabalho. In-fine, mesmo como complemento auxiliar de renda, programas sociais jamais deveriam ser atrelados aos interesses político-eleitoreiros, vez que perdem seu real sentido social.  




fonte: Da Redação



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