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Mesmo com a economia fraca carga tributária é 35% do PIB
Data:30/07/2019 - Hora:09h03
Mesmo com a economia fraca  carga tributária é 35% do PIB
Ilustrativa

Mesmo com a economia “patinando”, a carga tributária do País bateu recorde histórico e atingiu 35,07% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, o equivalente a R$ 2,39 trilhões. O pico anterior da série, iniciada em 1947, era de 2008. No ano passado, cada brasileiro recolheu em média R$ 11.494 em impostos e precisou trabalhar 128 dias só para quitar compromissos com o Fisco.

A maior parte foi recolhida pela União (22,66% do PIB). Os governos dos estados ficaram com 8,65% do total, principalmente por meio do ICMS. Já as prefeituras recolheram 2,27% da carga tributária, essencialmente por meio de IPTU e Imposto Sobre Serviços (ISS).

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, lembrou que a carga tributária brasileira é alta na comparação com os países da América Latina e está cerca de dez pontos do PIB acima da média da região. Ele destacou que o total de impostos pagos pelos brasileiros é elevado por conta do tamanho das despesas públicas.

“A gente tem uma carga tributária alta, uma dívida pública alta e que está crescendo, e ainda tem um déficit fiscal alto. Se não quiser cortar despesa, só aumentando a carga tributária;”disse ele.

Apesar da quantidade de impostos pagos, as contas do governo federal fecharam fevereiro no vermelho e registraram um rom bode R $18,2 bilhões. Foi o quarto pior resultado de toda a série histórica, iniciada em 1997. Para este ano, o governo busca atingir uma meta fiscal, que, por conta do desequilíbrio fiscal brasileiro, é de um rombo de até R$ 139 bilhões.

Segundo o levantamento, feito pelos economistas José Roberto Afonso e Kleber de Castro, o peso dos tributos sobre as empresas e pessoas físicas teve um crescimento de 1,33 ponto porcentual em relação a 2017, o maior salto em relação ao exercício anterior dos últimos 17 anos. O resultado reforçou os questionamentos sobre a tese aventada no final da década passada, de que, após a crise global, teria havido uma quebra estrutural na trajetória crescente da carga tributária brasileira.




fonte: A.E com Redação



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