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Merlins e Cassandras
Data:08/05/2015 - Hora:06h30
Vocês já ouviram falar em marketing, em marqueteiros, ou coisa que o valha? Pois bem, se este ramo de atividades já mobilizava atenções antes, após o advento da internet, as inovações modernizaram ainda mais com projetos revolucionários, áudios, vídeos e os cambaus, abrindo mercados de venda de geladeiras no Alasca e areias no Saara, tudo questão de marketing. Lembramos dos anos 70 do século XX, quando Antisardina tinha um jingle melodioso, o Rum Criosotado, cartazes com poemas rimados e a velhinha de Taubaté do Veríssimo se viciou em reclames publicitários, saudosismos que se o leitor menor de 50 anos não pesquisar na net, não vai entender bulhufas. Abrimos este preâmbulo para lembrar que nesta sexta feira 8 de maio, o calendário registra o Dia do Profissional de Marketing, desde já em nome dos demais, nosso abraço ao gaucho aqui do Correio Cacerense, vendedor publicitário de primeira linha. Para quem ainda não sabe, os marqueteiros, como são conhecidos os profissionais que atuam na área, possuem diversos campos de formação, como Publicidade e Propaganda, Marketing, Letras, Jornalismo ou, até mesmo, Administração. Muito além de propaganda, os marqueteiros conhecem seus consumidores, o comportamento e as motivações de compra, a imagem que estes consumidores têm do produto, a escolha dos canais de distribuição mais adequados, as promoções de vendas que trazem melhores resultados. Já que falamos em marqueteiros, nos bons profissionais, não poderíamos nos esquecer dos picaretas, os marqueteiros políticos, Merlins e Cassandras, como dizia nosso amigo jornalista e radialista Francisco Bezerra, e tal qual taxava o filósofo grego Aristóteles, a única vantagem que eles têm á a de não serem acreditados, quando falam a verdade. Mentirosos com M maiúsculo, os marqueteiros políticos, também chamados de barrageiros, que contrariam o aforismo “Deus escreve certo por linhas tortas,” deixando a marca sagaz, que na política se escreve errado por linhas retas. E vão mais além, se na matemática, duas retas paralelas se encontram no infinito, na política, as promessas de campanha nunca se encontram com o programa de governo de quem sobe ao pódio do poder. Sem surpresas, pois quem mais ajuda para essas não coincidências, em tempos modernos, são os marqueteiros políticos, que daqui a mais ou menos um ano, entram em cena nos picadeiros do Circo Político Brasil. Para os políticos, estes profissionais são Merlin, personagem do Ciclo Arturiano, misto de mago, profeta, conselheiro e grão-druida, que conhecia os mistérios do céu e da terra, da vida e da morte, dos homens e dos deuses. São estes magos do marketing, os responsáveis por transformar candidatos em produto palatável ao consumidor/eleitor, não importando se o produto/candidato tem ou não alguma essência, se tem ou não qualidades inerentes a um líder, a um varão de Plutarco. Os efeitos milagrosos regados a boa grana, transformaram candidatos em Deuses nas campanhas publicitárias, onde os efeitos especiais, as imagens patranhescas, a pirotecnia dão o tom do espetáculo que chega à casa de todos nós. O simulacro denomina-se institucionalmente Horário Eleitoral Gratuito, uma grande piada pois o contribuinte (telespectador, Zé Mané, Boboca eleitor) paga para que os partidos e seus candidatos apareçam bem na fita. As propostas, projetos, visão de futuro e compromisso ético ficam sobrepujados por discursos mirabolantes em que as promessas não guardam nenhuma consonância com o factível. À grosso modo, o marketing eleitoral significa mentir, prometer, enganar. Outro aspecto da campanha em que os marqueteiros têm doutorado é no festival de baixarias que comumente marcam as campanhas eleitorais. Usando um jargão do futebol, pode-se dizer que na disputa pelo poder a tática é a de que do pescoço para baixo tudo é canela. A escandalização ou destruição de reputações vira arma letal nas mãos dos magos da comunicação hodierna e como a mentira tem pernas curtas, muitas vezes o feitiço vira contra o feiticeiro. Quem tem boa memória deve ainda se lembrar do homem da vassoura, Jânio Quadros, e do caçador de marajás, Collor de melo, farsas que terminaram como tragédia. Não por menos os desacreditados políticos brasileiros são tidos hoje como Cassandras, tudo que dizem não tem o menor crédito, que o digam os marqueteiros, digo, os Picaretas, pois os marqueteiros sérios não perambulam por estes meandros.


fonte: Da Redação



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Espalhando alegria, charme e elegância nas ruas de Curitiba o casal José Carlos Carvalho e Salete, que curtem uns dias ao lado do filhão José Ricardo.  Bom passeio. Figa para a pequena Anelise Maria que completou 4 meses de vida e  cada dia está mais fofinha. Quem coruja muito é a mamãe Maria Rosa e a vovó Maria Stael. Beijinhos!!! Comemorou mais uma primavera a linda Virginia Martins Santullo, que recebeu o carinho especial  dos filhos Ítalo, Otávio e Davi, do maridão, amigos e familiares. Que esse novo ano seja pleno de alegrias e conquistas.
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