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A filha do pescador e o Caipora
Data:09/10/2019 - Hora:06h38

Como diz o ditado, Quem conta um conto... aumenta um ponto!, e isso vale não apenas para aquela fofoca que a sua mãe ouve no salão de cabeleireiro, mas especialmente para as histórias passadas de geração para geração. Assim nascem esses os causos e mitos, que são uma das maiores heranças da nossa tradição popular. Confira aqui o folclore da Região Centro-Oestes. Hoje vou contar para vocês a história da filha do pescador.

Numa aldeia ribeirinha, vivia um pescador com a mulher e a filha, numa casinha muito pobre. Seu cachorrinho preto, Carvão, sempre vinha fazer festinhas quando o dono chegava da pescaria. No entanto, os peixes começaram a sumir do rio, e a pescaria foi ficando cada vez mais difícil. Desconsolado, o pescador perguntou para o rio: “Por que você está fazendo isso com a gente?” Mas quem respondeu foi um peixão gigante, e que disse que daria todos os peixes que ele quisesse, mas sob uma condição: o pescador teria que entregar a ele quem viesse primeiro ao seu encontro quando voltasse para casa.

O pescador pensou no cachorrinho e ficou com o coração apertado, mas não poderia deixar a família passar fome. Mas adivinha quem veio receber o homem no fim daquele dia? Sua filha! O peixe cumpriu sua parte do trato e os pescadores não davam mais conta de tanta pescaria boa. Mas o pescador não tinha coragem de entregar a filha, e resolveu deixar por isso mesmo. Os anos foram se passando, o pescador tornou-se rico com tanta fartura. Um belo dia, o rio ficou tão furioso que transbordou e invadiu a casa do pescador, que acabou contando a verdade para a filha. Para evitar que a aldeia toda fosse destruída, a moça foi morar com o peixe. Será que eles foram felizes para sempre? Não se sabe, apenas que neste novo causo,  Nhô Belisário morava à beira do rio e fazia cestos para vender. Certa vez, recebeu uma encomenda de um balaio bem grandão, e só conseguiu terminar o serviço quando já tinha anoitecido. Ao andar pela mata para entregar o balaião, Nhô Belisário deu de cara com o Caipora, um preto velho andando devagarinho, apoiado a um cajado. Ele está sempre atrás de um pedaço de fumo de corda e, quem não tem, é “encaiporado” e passa a viver bem azarado. Com medo, Nhô Belisário se escondeu dentro do balaio! O Caipora foi embora e o homem foi entregar o cesto. Ufa! Mas aprendeu sua lição: nunca saia para andar na mata à noite sem um pedacinho de fumo de corda para o Caipora. Eu, hein! Até algum dia, que eu volto com novos causos. ***___ Ana Paula Corradini, é jornalista e escritora, folclorista.




fonte: Ana Paula Corradini



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