Diretora administrativa: Rosane Michels
Domingo, 22 de Setembro de 2019
Pagina inicial Utimas notícias Expediente High Society Galeria Fale conosco
Reub
Da Cavalhada ao Cururu: conheça MT em sete manifestações folclóricas
Data:24/08/2019 - Hora:09h42
Da Cavalhada ao Cururu: conheça MT em sete manifestações folclóricas
Marcos Vergueiro

Em 1965, o Congresso Nacional oficializou o dia 22 de agosto como sendo o Dia do Folclore Nacional. A data foi criada para valorizar histórias e personagens da cultura brasileira, possibilitando assim a continuidade dos nossos costumes e tradições culturais por gerações.  

E quando o assunto é folclore e manifestações culturais, Mato Grosso se destaca. Com uma identidade forte e definida na arquitetura, na música, dança, culinária e no jeito de falar, o Estado, com dimensões continentais, em todas as suas manifestações culturais, apresenta traços muito particulares.

Festejos em Mato Grosso impulsionam diversas manifestações tradicionais populares. Religiosidade, música, danças e culinária mato-grossenses se fundem a influências diversas, de gente que vem de todo canto do Brasil e escolhe Mato Grosso como morada.

Toda essa riqueza cultural faz do folclore mato-grossense uma das principais atrações turísticas do Estado. Por isso, listamos aqui algumas das mais tradicionais manifestações culturais de Mato Grosso. E viva o Minhocão, o Negrinho d’água, o Pé-de-garrafa, a cabeça de pacu...

SIRIRI



Ao lado do cururu, o siriri é uma das manifestações culturais mais importantes de Mato Grosso. É dançado por homens, mulheres e crianças, em roda ou fileiras formadas por pares que se movimentam ao som da viola de cocho, do ganzá e do mocho, mas aqui, a música é muito mais rápida.

Dançado sempre em pares, quanto mais pares, mais bonito e animado fica. Os participantes cantam versos e músicas com temas regionais, vários deles, compostos pela comunidade. Mesmo sendo amplamente acionado em festas de santo – realizados em louvor -, o siriri pode ser atração de qualquer outra festa, como casamentos, batizados, aniversário e carnaval.

Ele também é incorporado à dança do Boi à Serra, um folguedo ainda muito cultuado em Varginha, no município de Santo Antônio de Leverger.  Neste, canta-se uma toada que conta toda a trajetória de vida e morte de um boi, que é capturado por destemidos vaqueiros.

CURURU



Uma das mais expressivas manifestações culturais de Mato Grosso, o cururu é um folguedo popular autêntico, dos mais antigos de Cuiabá, podendo se apresentar como roda de cantoria e dança e que é realizado tanto em festas religiosas, como profanas.

Consiste em, no mínimo, dois cantores, sempre homens, um tocando viola de cocho e o outro o ganzá, ou os dois tocando viola. Mas nem sempre o cururu é cantoria. Há quem o pratique, até os dias atuais, em forma de “porfia”, ou seja, desafio, quando o cantor faz perguntas a um dos companheiros, desafiando seus conhecimentos em algum tema, geralmente bíblico.

Quando curureiros estão reunidos, com suas violas e ganzás – sentados ou de pé, em semicírculos – é possível assistir a um espetáculo que envolve música e dança. Eles começam a dançar eufóricos, com volteios e sapateados fortes, girando em torno de si mesmos e em seguida retornando aos seus lugares. É mesmo surpreendente vê-los no ritmo dos instrumentos, fazendo a marcação com os pés, produzindo um único som.

CAVALHADA



A Cavalhada é um dos mais populares folguedos mato-grossenses. Outrora, arrematava as festas profanas que seguiam às religiosas, como do Espírito Santo e de São Benedito. Divertida festa popular que conservou vestígios das lutas medievais, preservada pelos povoadores de Mato Grosso que imitaram os torneios que o feudalismo desenvolveu.

Em Mato Grosso, a Cavalhada tomou a forma de representação campal da lendária guerra de Tróia, confundida com as Cruzadas – lutas de caráter religioso – caracterizada pelas guerras entre mouros e cristãos.

CONGO E CHORADO



Além da marcante religiosidade, a festança também é caracterizada pelas apresentações de danças do Congo e do Chorado, que surgiram em Vila Bela da Santíssima Trindade a partir da chegada dos Capitães Generais. O Chorado é uma dança apresentada apenas por mulheres.

Com vestimentas coloridas, elas entoam cantos tradicionais africanos e da região enquanto equilibram canjinjin sobre as cabeças. O canjinjin é a bebida mais tradicional feita na cidade. Segundo a tradição, as escravas dançavam para agradar os senhores, para que esses não castigassem duramente os escravos.

A dança do Congo é uma encenação com reis e embaixadores representados por dois reinos, que travam uma luta pelo poder. A dança manifesta ainda a resistência dos negros que ficaram no município mesmo com a transferência da Capital para Cuiabá, além de homenagear santos da região.

DANÇA DOS MASCARADOS



A dança dos Mascarados de Poconé faz parte dos folguedos da Cavalhada desde o século XVIII e presta homenagens ao Senhor Divino, São Benedito e outros santos de festas religiosas. O bando de mascarados que destaca a dança é composto só por homens, sejam eles adultos ou crianças.

Os participantes usam como fantasia, máscaras confeccionadas em tela de arame, com desenho da boca e dos olhos marcantes, roupas de chitão estampado de colorido exuberante, com adornos e miçangas, além de chapéus que levam espelhos e penachos. O próprio dançarino faz sua vestimenta.

FESTRILHA



Realizado há quase duas décadas, o Festrilha começou em Serra Nova Dourada. Além de manter viva uma tradição enraizada nas comunidades, a competição de quadrilhas em municípios diversos movimenta setores importantes para a economia, como o turismo e o comércio. A ideia é manter viva a cultura junina, para que perdure pelas próximas gerações.




fonte: Secom/MT



JBA anuncie AREEIRA
»     COMENTÁRIOS


»     Comentar


Nome
Email (seu email não será exposto)
Cidade
 
(Máximo 1200 caracteres)
Codigo
 
Publidicade
Multivida
zoom
High Society
Elegante e lindíssima Gessica Simoncele oficializou união com Igor de Souza em cerimônia preparada com muito carinho para o grande dia. Na presença de familiares, amigos e padrinhos selaram o amor. Felicidades ao casal.  Aniversariante do dia Marisa Klein Dias que recebe o carinho especial do esposo Claudio, filhos e rol de amigos. Essa coluna deseja um ano de vitórias e muita saúde. Um brinde a você...Tim tim! Empreendedora de visão, Beatriz Tavares inaugura hoje o novo espaço da Casa Marquesa com inovações agregando valores ao seu negócio. Na oportunidade recebe os clientes e amigos no fim da tarde com um coquetel. Sucessos!!!
Ultimas norícias
Exediente
Versão impressa
High Society
Fale conosco
VARIEDADES
POLÍTICA
POLÍCIA
OPINIÃO
ESPORTES
EDITORIAL
ECONOMIA
CIDADE
ARTIGO
Jornal Correio Cacerense 2015
Copyright © Todos direitos reservados