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Mané Futrica: Focas, Jabaculês & Patos
Data:16/07/2019 - Hora:08h20
Mané Futrica: Focas, Jabaculês & Patos
Reprodução Web

Dizia minha avó que tudo que é bom dura pouco, igual salário mínimo, chamado de Chico, a tal menstruação, lá na minha terra, pois só dura cinco dias, quando não atrasa e deixa muita gente com dor de cabeça,  que nem professor em greve fazendo bazar pra salvar o sal da janta, que o governo não paga o que os mestres merecem. Saudades dos tempos de moleque quando professor era autoridade e aspirar uma carreira era fazer concurso pro Banco do Brasil. Jornalista também era respeitado, tinha politico que nem abria a boca perto dum repórter, mesmo foca de jornalzinho eventual que sai de vez em quando. Os tempos mudaram, hoje professor apanha do governo e de alunos, os mequetrefes dos tais jornalecos continuam pelaí, como um diário anual que ainda aparece como caça niqueis em épocas eleitoreiras lá na minha Sucupira. Cheguei do FIPe e na banca da praça em frente ao meu apê, lá estava o tal diário anual, Ôxénti, colorido, trem enjoado, Mané! Logo matei a charada, naquela semana estava programado uma Festa de Peão promovida pelo prefeito Odorico, amigo do deputado Estélio Natário, os dois, acostumados a pagar jabá de cinquentinha pra jornal e radio, embolsando a verba de publicidade do orçamento. O dono do tal jornaleco, O Zé Batoré, tadinho, nem ensino médio tinha, mas sabia fazer um control C e um control B, na lan-house de PC tubão, chupa cabra mesmo, tirava umas fotos de celular e se dizia jornalista juramentado com DRT da capital, arre égua! Também, não tinha despesa extra, qualquer onça no buraco do pano refrescava o rancho do cabra, uma permuta de cesta básica aqui, um jabá do prefeito alí, outro do deputado, tiragem de cem exemplares avulsos, como dizia o xô-mano de Cuia, digoreste demás, lá no meu sertão, se diz arretado, bichím e cá pra mim, picareta que de graça é caro. Cheguei inda hoje de Cáceres, mais suado que cuscus, depois de mais de 30 horas de Marinete (assim se diz ônibus em nordestinês) joguei uma engasga-gato Amansa-Corno na goela e fiquei aqui matutando com os botões da minha cueca, que o tal Zé Batoré com seu jornaleco aí em Cáceres  ia nadar de braçada com jabaculês numa edição pirata do FIPe. Tem gosto prá tudo, né mesmo? Tem hora que eu fico até injuriado, do trabalho sério de jornalistas com Jota maiúsculo, se lascando de trabalhar e os bofera que circulam pelaí, muitas vezes nem pra embrulhar melancia, prestam, mas, é o tal negócio, né? Tem gosto mesmo prá tudo e por causa dos padrinhos dos picaretas, neste jogo de engana trouxa, pagando barato quem nasceu barato, os profissionais pagam o pato, o ganso e o marreco. Ainda bem que o tal Batoré não sabe nem onde fica Cáceres e se depender do Mané Futrica, só vai saber dia 31 de fevereiro, o tal Dia de São Nunca.




fonte: Da Redação



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