Diretora administrativa: Rosane Michels
Terça-feira, 23 de Julho de 2019
Pagina inicial Utimas notícias Expediente High Society Galeria Fale conosco
FIPe
A Revolução de 9 de Julho
Data:09/07/2019 - Hora:08h47

A chegada de Getúlio Vargas ao poder sinalizou uma importante possibilidade de transformação do cenário político e econômico nacional. No entanto, a proposta transformadora da revolução não tinha condições de superar instantaneamente a hegemonia da elite agroexportadora que controlava o país. Dessa maneira, Vargas teria dificuldades em limitar os poderes dos cafeicultores paulistas, que representavam grande parte do interesse político oligárquico.

Enquanto o novo presidente reafirmava suas alianças colocando os tenentes à frente dos governos estaduais, a insatisfação política dos paulistas ganhava maior força. Nesse aspecto, membros da oligarquia buscavam apoio político para pressionar o novo presidente a convocar uma nova constituinte. A realização de novas eleições seria uma maneira de rearticular a presença das oligarquias no poder e garantir os interesses desse mesmo grupo.

Para tanto, foi realizada a junção entre o Partido Democrático (PD) e o Partido Republicano Paulista (PRP) que iriam compor a chamada Frente Única Paulista. O movimento passou a ganhar apoio popular na medida em que o regime varguista, teoricamente provisório, não dava sinais claros que uma nova eleição seria realizada. Em maio de 1932, uma manifestação paulista acabou gerando graves consequências com a morte de quatro jovens manifestantes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. O incidente foi o estopim para que uma luta armada entre os paulistas e o governo provisório se concretizasse. Em São Paulo, o M.M.D.C. foi responsável pela organização da luta armada e carregava em sua sigla as iniciais dos jovens mortos na manifestação ocorrida em maio. A revolução, conhecida como Revolução Constitucionalista, teve início em julho daquele mesmo ano, quando foi oficializada a ruptura política entre os paulistas e o governo provisório de Getúlio Vargas.

A formação do chamado Exército Constitucionalista foi apoiado por outras figuras políticas que romperam com o governo e contou com a expressiva participação de jovens de classe média favoráveis à redemocratização do país. Apesar do visível apoio da população, que chegou ao ponto de doar jóias e dinheiro às tropas paulistas, a mobilização não teve força suficiente para superar a vantagem numérica e bélica do governo. Em setembro de 1932, as forças constitucionalistas já não conseguiam deter o avanço das tropas fiéis a Getúlio Vargas. Além disso, o bloqueio imposto pela Marinha no Porto de Santos impediu que os revoltosos recebessem tropas e suprimentos de outros estados solidários ao movimento constitucionalista. Pouco tempo se passou até que os paulistas reconhecessem a derrota. No ano seguinte, Vargas anunciou a convocação da constituinte e ofereceu subsídios aos agricultores. ***___ Rainer Gonçalves Sousa é escritor, pesquisador e historiador paulista.

 



fonte: Rainer Gonçalves Sousa



anuncie anuncie aqui JBA
»     COMENTÁRIOS


»     Comentar


Nome
Email (seu email não será exposto)
Cidade
 
(Máximo 1200 caracteres)
Codigo
 
Publidicade
Multivida
zoom
High Society
Aniversariou ontem a querida Márcia Cristina Dal Toé, cercada de carinho pela sua linda família recebeu os abraços e as vibrações positivas do seu grande círculo de amizade. Esta colunista deseja felicidades e um ano repleto de coisas boas. Já conquistou o público paulista o artista plástico cacerense Sebastião Mendes, que após expor em Assis, já está articulando sua próxima exposição no Memorial Adélio Sarro em Vinhedo. Sucessos!!! Completou mais um ano de vida Luis Otávio Grassi, que brindou ao lado de familiares, amigos do peito e sua amada Luciane Dantas. Felicidades mil!
Ultimas norícias
Exediente
Versão impressa
High Society
Fale conosco
VARIEDADES
POLÍTICA
POLÍCIA
OPINIÃO
ESPORTES
EDITORIAL
ECONOMIA
CIDADE
ARTIGO
Jornal Correio Cacerense 2015
Copyright © Todos direitos reservados