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Contrapeso morto do Real
Data:13/06/2019 - Hora:08h25
Contrapeso morto do Real
Reprodução Web

Como a gente sempre diz, quando se pensa que já se viu e ouviu tudo, lá vem mais uma asneira no besteirol tupiniquim, com certeza o próprio mentor sabe que é uma falácia, mas fala ou por não ter outra besteira de plantão, ou, para que se divulgada, quiçá, para que sirva pelo menos para encobrir outra. Esta besteira se chama Peso-Real, dita mau-dita e maldita idéia, planejada há 9 anos e apenas exumada agora, num trololó de alguém que pelo jeito adora brincar com coisa séria. Onde já se viu o tal Posto Ipiranga desenterrar aquela sua maluca ideia de 2008 do tal peso real, que ele sabe não vingou no governo anterior e não vinga neste?  Economistas cônscios, já disseram que  que a história maluca de falar em moeda única Brasil-Argentina é um simples factoide, haja vista atualmente o diferencial cambial de Brasil e Argentina. Fosse a delonga dita por um curioso, nem perderíamos nosso tempo na análise, agora, quando ela sai da boca de um economista mestre e doutor pela Universidade de Chicago, ex- professor da PUC/RJ,  um dos fundadores do Banco Pactual e de vários fundos de investimentos e empresas, aí, é grave mesmo, o próprio sabe que falou besteira. Não é preciso ser economista, para saber que para uma fusão peso-real, seria necessário dentre outras cositas más, equilibrar uma série de fatores, como taxa de flutuação de câmbio, inflação e dívida pública, para que as duas nações não fossem prejudicadas. Os dois países também precisariam fundir o Banco Central, a taxa de reserva cambial (reserva em dólar) e ainda negociar uma mesma taxa de importação. Todo esse processo, demandaria custo, planejamento, força política e muito tempo, nunca menos que doze anos. Se em 2008 o panorama era duvidoso para o dólar, até poder-se-ia sonhar como o absurdo imaginário de um peso-real disputar espaço com o euro ou o yuan chinês, o tempo passou, dólar se valorizou diante das demais moedas e continua a reinar soberano, quase 4 vezes o valor do nosso real e 22 vezes o valor do peso argentino; sem trocadilhos, um peso-morto prá nós. Onze anos depois, voltar a se falar justamente numa fusão com uma economia argentina que vem encolhendo a olhos vistos, inflação batendo em 55% nos últimos 12 meses, calote aos credores internacionais desde o início do século, é brincadeira e de mau gosto, convenhamos.  Um calouro do curso universitário de economia, sabe que a integração monetária é um processo complicadíssimo, que envolve um longo período de convergência na política monetária e em indicadores fiscais. Na milenar Europa, uma unidade monetária comum virtual existiu formalmente por vinte anos até ser substituída pelo euro, em janeiro de 1999. Antes dela, já havia uma unidade para transações bancárias, vigente desde 1975  e nem com todos esses cuidados, os criadores do euro puderam impedir que a moeda única entrasse em xeque, em virtude do descontrole financeiro na Grécia, Portugal, Itália, Irlanda e Espanha. As imposições do Tratado de Maastricht já haviam sido desrespeitadas até na Alemanha e até hoje, o Banco Central Europeu é visto com suspeição no país, cuja economia acaba pagando a conta do euro. Num cenário de moeda comum no Mercosul, não há muita dúvida: o Brasil é que desempenharia o papel da Alemanha, o real seria o lado forte do peso-real. Será que estaríamos dispostos a arcar com a responsabilidade de pagar pelo descontrole fiscal, monetário e nas contas externas dos hermanos argentinos? Não é exagero nenhum dizer que quem viaja pelo mundo sabe que nosso real nem sequer é visto como unidade monetária plenamente conversível no mercado e que se pode abrir facilmente contas em euros ou dólar no mundo todo, mas se tentar fazer o mesmo com reais, vai passar vergonha. Enxerga, Mané!




fonte: Da Redação



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