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Profissão sapateiro sobrevive desafiando crise e o desapego
Data:25/10/2018 - Hora:10h08
Profissão sapateiro sobrevive  desafiando crise e o desapego
JCC

Nesta quinta feira, 25 de outubro, o calendário registra uma data singular, meio esquecida do povo, mas de suma importância no cotidiano, o dia do sapateiro. Um profissional que mescla técnica e artesanato manufaturado em seus trabalhos, matéria prima, o sapato, cuja origem remonta a necessidade que o ser primata sapiens, sentiu

de proteger seus pés, seja do frio ou dos obstáculos no solo. A função do sapateiro é manusear e restaurar botas, calçados, chinelos e ultimamente, artigos de couro, como mochilas, bolas de futebol, jaquetas, etc.

Em Cáceres são várias as sapatarias especializadas em consertos de calçados e similares, como o espaço de Vanderlei André,  Sapataria Jauru, na Rua General Osório, 28 anos no ramo, que segundo disse aprendeu com um pioneiro bate-sola, o Brito. Segundo ele, apesar dos modernismos desapegas, a demanda ainda compensa e sempre tem serviços, e pode se sobreviver na profissão.

Vanderlei conserta também bolsas e malas e no tocante a calçados, especializou-se em adaptações ortopédicas sob encomenda, atendendo inclusive clientes da Bolívia. “Quando a pessoa não tem condições, cobro apenas o mínimo, o material,” afirma ele, concluindo que a profissão infelizmente tem se estagnado, antes os pais incentivavam os filhos, algumas vezes, em família.

A assertiva de Vanderlei pudemos sentir na conversa com Gilson de Pinho, sapateiro há 22 anos, com seu espaço de consertos na Avenida Sete de Setembro, 410, próximo a rodoviária, que disse ter aprendido com seu pai, quando morava em São Paulo. Seu irmão também foi sapateiro e quando veio prá Cáceres, não teve problemas, instalando a Sapataria Maranhão, onde conserta calçados, bolsas, bolas e vai vivendo.

Quando surgiu a profissão de sapateiro, ela era bastante discriminada, sendo considerada menos relevante do que as profissões de curtidores e carniceiros, por exemplo. Porém, com o tempo, a profissão se tornou mais popular, o que despertou a necessidade de estabelecer um padrão na forma de fabricação de calçados entre os diversos sapateiros.

Atualmente, a procura por sapatos sob medida faz parte de um passado distante, em virtude do crescimento das indústrias especializadas em produções em massa. A queda da demanda, a dificuldade de aprender um ofício para o qual não há escolas e os altos custos para sustentar uma sapataria em áreas comerciais contribuem para aumentar a ameaça de extinção do ofício, mas ainda dá pra sobreviver na profissão.




fonte: Da Reportagem Local



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