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Reação em cadeia de massificação
Data:03/10/2018 - Hora:09h16

No atual modelo de sociedade, ao qual a educação está vinculada, espaço este propenso à prática de barbárie e do mal banal, deve-se compensá-la a partir de uma postura ética voltada para essas questões? Pensar essas questões automaticamente remete ao tema da autonomia, ainda que não desista de uma educação, de uma cultura para a autonomia, penso pelo caminho da negativa, assinalando os limites e desafios para se chegar, pela educação e pela cultura, a uma autonomia de fato. Uma vez que a própria realidade dos processos educacionais é tomada pelos pressupostos de uma cultura alienante.A proposta para combater a barbárie seria, por conseguinte, uma educação para a autorreflexão em busca do sentido filosófico a respeito do processo de coisificação da sociedade, da adesão cega aos coletivos, do caráter manipulador e da ausência de consciência (ou consciência coisificada). Estas são consideradas potencialidades da barbárie enquanto dão suporte à frieza das pessoas e interditam as experiências do pensamento. A frieza inviabiliza nos homens a experiência. Daí a relação entre experiência e pensamento.

Assim, nem podemos apontar soluções simplistas para o problema da banalidade do mal. Tampouco acredito em medidas revolucionárias e teorias que abriguem o sistema como um todo, o que, de certa forma, os regimes totalitários fizeram. E isso se aplica, inclusive, à educação com suas reformas pedagógicas e seus métodos padronizados visando a anular as diferenças individuais. É importante dar condições para que as pessoas possam pensar por si mesmas, como forma de oposição aos processos massificantes da sociedade atual, por meio de uma atitude de pensar sobre o sentido dos acontecimentos com os que estão chegando, estamos criando as bases para o pensamento. Estamos partilhando o mundo comum. Assim, os professores e os artistas podem propiciar aos alunos e ao público em geral, repensar, recriar e ressignificar o mundo herdado dos mais velhos. O julgamento e a responsabilidade pessoal, enquanto atitudes éticas, requerem um esvaziamento da pessoa, no sentido de se colocar numa posição de neutralidade em relação às pressões externas e aos conceitos pré-estabelecidos. Sem essas condições o ato de julgar e de responsabilizar seria influenciado por elementos intrínsecos e extrínsecos, determinando os resultados finais. O pensar deve ser uma atividade totalmente livre de quaisquer condicionamentos, para dar condições ao desenvolvimento da responsabilidade pessoal e do julgamento. Dessa forma, o pensamento torna a pessoa apta a escolher, e se não pode transformar uma situação na qual está inserido o seu objeto, no mínimo vai desencadear uma profunda mudança naquele que pensa. ***___Rubens Shirassu Júnior, escritor, pesquisador e pedagogo de São Paulo. Autor, entre outros, de Religar às Origens (ensaios e artigos, 2011) e Sombras da Teia (contos, 2016).




fonte: Rubens Shirassu Júnior



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Embelezando nossa High Society o gatinho Miguel em ensaio fotográfico comemorativo a Páscoa. Sorriso fácil que encanta a todos deixando os avós corujas Gilda e Gilmar Assunção cada dia mais apaixonados. Beijinhos mil e muita saúde ao Miguel. Destaque mais que especial as mulheres da Casa da Amizade que ontem num gesto solidário e de amor ao próximo dedicaram uma manhã em prol das crianças e adolescentes atendidas pelo Projeto Gonçalinho. Na oportunidade além de distribuírem ovos de páscoa a todos, ainda doaram atenção com conversas e muita alegria. São atitudes como essa que fazem a diferença, uma vez que páscoa não é só chocolate, mas doação e amor. Nosso registro e nossos aplausos...  Festejando data nova a querida amiga Dayse Tedesco Ribeiro que hoje recebe os abraços do rol de amigos e dos familiares. Que esse novo ano venha recheado de coisas boas e felicidades.
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