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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
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JUBA
Tempinhos de Criança
Data:04/09/2018 - Hora:08h40

Congelando a memória que o tempo não pára, faz bem a gente viajar ao passado de nossa infância, quando o computador e o celular não existiam em nossas vidas, brincar na rua era a maior diversão e correr atrás do carrinho de algodão-doce, do sorveteiro e do homem do quebra-queixo, parecia uma aventura. Imagine então tomar banho de mangueira no quintal, no tanque de lavar roupas, depois de voltar pra casa com a roupa e o corpo também, sujos, algumas vezes machucados nos pés e a mãe passando água oxigenada que borbulhava até chegar a hora do mertiolate, ai como ardia! Mas curava já no dia seguinte e lá ia a nossa turminha pras brincadeiras e peraltices, claro, sem essas armadilhas tecnológicas de navegação em whattsapp, face book, era tudo singelo, puro, bastava uma latinha com água, um talo de mamoeiro, sabão em pó e pimba, estava pronta a brincadeira. A gente enfiava o canudo na água ensaboada e soprava dezenas de bolinhas transparentes, que dançavam no ar até estourar. Havia até disputas de quem fazia a bolha maior, qual durava mais tempo pra estourar e com fundo musical do Trio Esperança, com aquela musiquinha do Orlandivo: “Sentado na calçada de canudo e canequinho, tipléc tipléim, eu fiz uma bolinha tipléc-tipléim, bolinha de sabão, puf.” Estourou! Assim como de repente a gente estourava com algum coleguinha, saia no tapa, puxão de cabelo, mas logo estávamos de bem, sem mágoas, dividindo sorrisos, guloseimas, brinquedos e até apelidos, sem ofensas, ok? Não tinha essa coisa de bullying, todos levavam numa boa e o apelido ficava tipo carinhoso, sem maldades, ah, como a gente era simples, feliz, solidários, sem preocupações de que isso ou aquilo fosse obrigação ou direito, pois ninguém magoava outrem. Em casa, os conselhos eram mínimos, superados pelos exemplos dos nossos pais no dia a dia e isso bastava, a gente não tinha casa, tinha lar, não era prole e sim, família e a educação formava gerações, fato raro ultimamente. Podemos até ser contraditos por alguns na forma de educar filhos, mas isso não me preocupa, foi com base na minha infância sadia, que eu, e muitas balzaquianas daquela época, tivemos uma adolescência feliz e nos orgulhamos de voltar ao tempo do Corre Cipó na Casa da Vovó: Corre Cuita, na Casa da Tia; da Amarelinha; Pula Corda, Queimadas: Esconde-Esconde; Pique Latinha; Bétis: Cama de Gato; Pega Bandeira, Pula Sela.; Barra Manteiga; E os brinquedos, a gente que era menina tinha a boneca Mãezinha que carregava uma bonequinha no colo; a boneca Gui-Gui; o Agarradinho que era uma bonequinha que tinha as mãozinhas como se fosse um prendedor de roupa; existiam as cozinhas de brinquedo da Elka onde as meninas faziam comidinha e depois queriam que o pai ou a mãe provassem... E os dormitórios e casinhas de madeira onde as bonecas criavam vida, na imaginação, claro. Tempo bom, não é mesmo? Pena que nestes devaneios, divagando pela terra do nunca, como não sou Wendy, espanto Morfeu e volto à realidade, hora de pensar no almoço que o filhote chega logo da faculdade. Mas que faz bem sonhar meio acordada de vez em quando, isso faz, pelo menos para quem não tem do que se arrepender do passado e isso, posso ser sincera? Não tenho e nunca me arrependerei. Se hoje me sinto realizada e feliz, traduzo como uma colheita de anos dourados na minha infância e adolescência, graças à Deus e aos meus pais, que com Ele estão. Eu era Feliz, e sabia, Sou feliz, e Sei. ***___Rosane Michelis – Jornalista, pesquisadora, bacharel em geografia e pós em turismo. 

 




fonte: Rosane Michels



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