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Que o desalento se torne alento
Data:22/08/2018 - Hora:08h45

Nestes tempos de eleições, mais do que nunca, cabe a nós colocarmos a política no centro de nossas preocupações e, ao mesmo tempo, “com um olho no peixe e o outro no gato”, intensificarmos as conversas sobre as nossas potencialidades e os nossos destinos. E assim me manifesto não por puro otimismo, mas porque é na política que nossos, anseios, concordâncias e discordâncias se encontram. E se é aí que se encontram, é justamente aí então, marcando posições e construindo pautas de reivindicação conjuntas, onde devemos estar.

É momento de continuarmos acreditando que é só por meio do debate aberto e transparente de propostas e visões de mundo entre opositores e não entre inimigos; que conseguiremos avançar em nossas demandas por dignidades, que não são poucas, são muitas, e cá entre nós, o que menos precisamos agora, dado o “catatal” de desafios que temos pela frente, é de mais ódio, oportunismos, mentiras, dissimulações e beligerâncias.

E que não haja dúvidas, não é o excesso de diálogos, problematizações e questionamentos que emperram o nosso desenvolvimento, que atrapalham o nosso progresso, como pintam, como querem nos fazer crer, mas sim a estúpida, mesquinha e interessada falta deles – arrisco-me a dizer que nesse caso andamos “pecando” é pela falta e não pelo excesso. Relembremos que transformações estruturais, aquelas que, considerando as condições de produção e os processos históricos que nos constituem, abalam os alicerces que sustentam as nossas “tragédias”, não se dão num passe de mágica, a partir de meia dúzia de frases feitas ou aos berros.

Relembremos também, nesse trilhar, que transformações sociais não ocorrem, porque simplesmente aquele que se pronunciou a respeito diante de uma câmera se comprometeu em fazê-lo, ou porque, ao comentar o assunto, se expressou habilmente, falando exatamente aquilo que o público queria ouvir – transformação que é transformação não combina com propostas mal explicadas ou com palavrórios vazios de ocasião.

Nesse sentido, compartilho que não é de hoje que me incomodo com afirmações do tipo: “somos o que somos ou estamos onde estamos, porque sempre foi assim e assim sempre será”. Ou “pior do que tá não fica”. Ou ainda, “ehhh Brasil, por aqui nada funciona mesmo". E me incomodo não por ser um ufanista de gogó, mas porque a circulação de expressões como essas vão gerando evidências na memória coletiva, pontos de consensos [invariáveis] sobre quem somos, sobre as nossas identidades e sobre os nossos rumos; apagando de nossas percepções, como conseqüência, a necessidade de, antes mesmo de nos sentenciarmos com alguma dessas generalizações, perguntarmo-nos sobre “razões” e “porquês”. Não, nossas experiências não cabem em expressões reducionistas e, por vezes, ou quase sempre, carregadas de preconceito. Aqueles que se valem desses tipos de argumentos para, supostamente, explicar nossas trajetórias contribuem para fortalecer a crença [enganosa] de que por estas bandas nada muda e o futuro é algo improvável – o que, convenhamos, é uma inverdade que não merece prosperar, pois, ao ignorar os mais variados perfis de desigualdades que foram se constituindo ao longo de nossa história, apenas alimenta uma narrativa falaciosa sobre o nosso próprio país; uma narrativa que mascara as raízes de nossas contradições, como se por aqui tivéssemos uma propensão natural ao fracasso. Política não se faz depreciando a própria política, tampouco “negando a tudo e a todos”, como se houvesse uma única verdade a seguir. Agir dessa forma é jogar um balde de água fria em nossas potencialidades de mobilização – “para que fazer algo se o que nos resta é somente aguardar a chegada de um salvador da pátria”? Não. Temos muito [por] e [para] fazer, nossas ações e reflexões são valiosas, não podemos desperdiçá-las.

Admito que estou um pouco desalentado com o que ando vendo e escutando nos mais diversos espaços de convivências que freqüento, desde os almoços de família às redes sociais. Porém, continuo, como muitos brasileiros e brasileiras, na luta, de cabeça erguida, envidando esforços para que o desalento se torne alento! E que o alento se torne energia a ser compartilhada em discussões em torno da construção de um projeto de país mais justo e solidário, fruto de um legítimo pacto nacional, democrático e popular.***___José Ricardo Menacho - Professor do Curso de Direito da Unemat/Cáceres - Autor dos livros “O Plural do Diverso" (2015) e “Sarau" (2018).




fonte: José Ricardo Menacho



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