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Turismo Case Tombado
Data:20/04/2018 - Hora:08h51

Esta semana, estruturas da cúpula da segurança publica de Mato Grosso, reuniu a imprensa para mostrar a redução da criminalidade, de homicídios roubos e furtos, nada contra, diante da escalada da violência em outras plagas, porém com a vênia práxis, pouco se disse da área de fronteira com a Bolívia, nevrálgico corredor do tráfico de droga e armas. Pólo turístico pantaneiro, a gente decidiu comparar Cáceres com outra cidade de fronteira no mesmo Case, a principal cidade paranaense da linha de fronteira, Foz do Iguaçu e nos embasamos nos dados do ilustre Lazaro Thor Borges e no Atlas da Violência de 2017 que nos mostram, que, enquanto Cáceres diminuiu apenas 11% o número de homicídios, Foz do Iguaçu reduziu no mesmo ano, 50% do crime violento.

Dita  princesinha do Paraguai, principal e maior cidade da fronteira em Mato Grosso, integrando o grupo de quatro municípios cujos territórios fazem limite com a Bolívia, Cáceres amarga na mídia nacional, o titulo de entreposto de drogas, rota do narcotráfico. Num comparativo, Foz do Iguaçu, mantém seu Case turístico, pelas lindas cataratas, mas nem sempre foi vista por este prisma, ganhou fama também como capital do contrabando, do tráfico de drogas e de armas. Com uma escalada crescente de violência, a cidade viveu seu pior momento em 2010, quando foi considerada a 12ª mais violenta do país.

Veja o leitor, que quando há gestão voltada às belezas naturais, que aí estão, independente de fabricar, é um dom da Mãe Natureza, se muda o quadro. Lá em Foz, o jogo mudou com o alto investimento em segurança pública e foco no turismo. De acordo com dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), os investimentos em segurança chegaram a R$ 6,17 bilhões em 2016 e óbvio, com a diminuição da criminalidade, os turistas chegaram com mais facilidade e menos temor.

Antes, os em Foz, pousadas nem sequer tinham camas, eram usadas para guardar mercadorias ilegais e drogas, mas o cenário mudou e ultimamente, ela é a terceira cidade que mais recebe turistas no país, conforme relata o chefe da Receita Federal na cidade, Rafael Dolzan. Com uma fronteira maior do que a do Paraná, de 938 quilômetros, as cidades da linha e da faixa de fronteira em Mato Grosso têm apenas um posto de fiscalização na fronteira da Polícia Federal, em Cáceres, enquanto a aduana paranaense conta com postos em Foz e em Guaíra para uma fronteira quase duas vezes menor, de apenas 447 Km. 

Os criminosos que não dão mole ao azar, sacaram o lance e acabaram procurando outras rotas, corrobora Fabiano Bourdon, chefe da delegacia da Polícia Federal de Foz do Iguaçu. As ações de segurança na cidade paranaense tiveram impacto durante os preparativos para a Copa do Mundo, em 2014 e para intimidar eventual ato de terrorismo, a tríplice fronteira, preocupou o governo e garantiu mais investimentos. Este ano, o Conselho Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu aprovou a destinação de R$ 38,8 milhões para o desenvolvimento de iniciativas de promoção e divulgação do Destino Iguaçu.

Convenio entre Itaipu Binacional, a prefeitura e a iniciativa privada. Como se pode observar, só pra finalizar as considerações sobre o diferencial das duas cidades fronteiriças, cidades como Cáceres aproveitam bem pouco o potencial turístico, a proximidade com o Pantanal, com a Amazônia e com a majestosa Serra de Ricardo Franco, na fronteira com a Bolívia. Apesar do potencial cacerense, o Ministério do Turismo calcula que nossa cidade tenha um índice de competitividade de nível 3, abaixo da média geral brasileira e da média geral de não-capitais. Já Foz, está no nível 4, com um ponto a menos do nível máximo e acima das demais médias.

Adivinhem o motivo: a falha política em relação ao marketing e à divulgação do turismo, focado na pesca esportiva, Case sazonal, sem privilegiar o ecoturismo, relegado ao abandono, como os prédios seculares tombados pelo Iphan.




fonte: Da Redação



AREEIRA JBA
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