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JUBA
O caos armado de rodas
Data:29/03/2018 - Hora:07h19

Em Cáceres, hoje, tudo é voltado e (mal) planejado para as necessidades dos automóveis. Parece que as pessoas, em sua imensa maioria, desaprenderam a caminhar ou a se deslocar de outras maneiras. Mesmo para trajetos de 500m, elas optam pelo uso do veículo, seja próprio ou de transporte coletivo, talvez até pelo suposto status que o veículo particular possa conferir ao cidadão. Há uma enorme preocupação da Prefeitura em cuidar das pistas de rolagem, mas nenhuma em manter as calçadas minimamente trafegáveis para os pedestres e cadeirantes. É como se as calçadas fossem “terra de ninguém”; como se nenhum incauto fosse ousar caminhar a pé por elas. Acontece que há milhares de brasileiros que, por consciência ou por falta de opção, precisam caminhar pelas calçadas. E como é duro ser pedestre nesta cidade. Em muitos casos tornam-se praticamente invisíveis, pois os motoristas jogam seus carros sobre eles sem a menor cerimônia, dando ainda a entender que eles, pedestres, os estão atrapalhando em suas manobras, principalmente, nas entradas e saídas de garagens seja de edifícios residenciais e estacionamentos de bancos. É como se a calçada deixasse de ser, sobretudo, o caminho reservado aos pedestres para ser, prioritariamente, entrada e saída de veículos. Além disso, os níveis da falta de educação e outras manifestações grotescas dos motoristas têm passado de todo e qualquer limite aceitável. Eles metem as mãos nas buzinas a qualquer pretexto, convergem sem acionar o pisca de sinal das lanternas, a qualquer hora, não importando se a zona é residencial ou se há crianças e idosos por perto. É a barbárie. E na maioria dos casos, as criaturas grotescas são produzidas por pessoas que se autointitulam como sendo de bem. Parece haver muita gente que acha que educação, respeito e boas maneiras não precisam se estender ao trânsito motorizado.

As preocupações dos governantes com o transporte público estão muito aquém de onde deveriam estar. Os investimentos em transportes integrados, que possibilitem aos cidadãos se moverem de maneira rápida e digna em Cáceres são infinitamente menores do que efetivamente essa cidade precisaria. E olhe que as passagens são caras. Pagamos alto para andar como sardinhas em lata, em ônibus reformados e cujos horários (em média de 40 a 50 minutos de espera num ponto de ônibus) e a frequência de partidas sempre estão longe de serem os ideais, gerando a superlotação cotidiana. Além do atraso nos compromissos como trabalho e consultas médicas, as consequências comprometem a credibilidade do(a) cidadã(o) gerando advertências no emprego e criando a imagem negativa da irresponsabilidade. Você fica entre a cruz e a espada! Projetos para amenizar o problema do poder público, de urbanistas e de engenheiros de trânsito com pedestres e motoristas em geral, praticamente não existem. Pouco se investe em passarelas, no aumento de alternativas que amenizem o engarrafamento no trânsito e em reais incentivos, a exemplo de campanhas educativas; para que a população adotasse de maneira segura e confortável, o uso das bicicletas em nossas ruas e avenidas, diminuindo, no decorrer do tempo, o congestionamento caótico na área central de Cáceres (como a construção de um estacionamento vertical). Por enquanto, tudo se resume aos carros, tudo se destina aos carros. Eles são os donos das ruas e dos corações e mentes da maioria das pessoas, inclusive daquelas que detém o poder e que, se quisessem, poderiam começar a mudar essa situação. Enquanto isso, ser pedestre, usuário de transporte coletivo, motociclista ou ciclista em Cáceres, no Mato Grosso, como também em São Paulo e Sobradinho, no Distrito Federal, são atividades de alto risco, para as quais não há garantias ou preocupações por parte de ninguém. ***___Rubens Shirassu Júnior, escritor e pedagogo de Presidente Prudente, São Paulo. Autor, entre outros, de Religar às Origens (ensaios e artigos, 2011) e Sombras da Teia (contos, 2016).




fonte: Rubens Shirassu Júnior



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