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Ciladas do Consumo
Data:15/03/2018 - Hora:08h27
Ciladas do Consumo
Reprodução Web

Pois é, e não é que hoje, ironia do destino, o calendário registra o Dia Mundial do Consumidor? Arre Égua, que a gente já anda de picuá cheio do mercado consumista, cujos ágios e remarcações levam de roldão nossos caraminguás, com aquela falsa ilusão do Zé e da Maria que ainda saíram no lucro. Lucro? Pois é, como se não bastassem os impostos, cerca de 35% de tudo que o trabalhador ganha e gasta, levado na mão grande do governo, muito coitado morre sorrindo no tridente diabólico da exploração comercial. Estamos rasgando o verbo, porque neste 15 de março comemora-se o Dia Mundial do Consumidor e o economês diz que a data é de suma importância para a sociedade civil organizada, que no mundo todo, consome-se durante as 24 horas do dia, gerando riquezas e aquecendo as economias ao redor do globo, correto? Errado, pode até gerar riquezas, mas não para o consumidor; aquecer a economia, só se for a dos juros do cartão de crédito sacrificando o consumidor; É preciso, que especialmente neste dia, já que estamos falando em consumidor, alertemos sobre a massificação do consumo, um dos grandes problemas a ser enfrentado pela sociedade contemporânea; como imprensa, cumprir nosso papel de defesa do consumidor contra os abusos cometidos pelos fornecedores nas relações de consumo e tentar com argumentos, fortalecê-lo para que tenha condições de enfrentar as armadilhas do consumismo. Um exemplo claro, as tais Black-Friday, conhecidas em alguns casos como Black - Fraudes, daí, o consumidor ficar atento aos reais preços apresentados antes das promoções, para constatar se realmente foi concedido desconto. E, jamais comprar por impulso, uma forma de evitar o quase certo super-endividamento, ficando com um pé atrás e as mãos longe do bolso, evitando flertar com as tais vendas casadas, comuns em diversas lojas. O consumismo, senhores é algo nefasto fomentado pela globalização que além de promover indubitáveis avanços nos diversos setores da sociedade, semeou problemas, com reflexos distintos em cada corpo social. Veja no caso do Brasil: além do desemprego, pode-se dizer que o mal-estar social está ligado ao acirramento do consumismo e as insatisfações e incertezas geradas por esse fenômeno ainda estão longe de uma solução, mas necessitam, pelo menos, de um paliativo, uma vez que a cultura imposta pelo modelo capitalista coloca em xeque a liberdade do indivíduo no que se refere à suas preferências. Talvez, Oliver Wendell Holmes, no início do século XIX, já vaticinasse os acontecimentos de hoje ao proferir: “Dêem-nos o supérfluo da vida, que dispensaremos o necessário”, pois é, a expressão real do que ocorre na sociedade consumista. Como dizia John Lane acerca do mercado do lucro que preferimos chamar de ágio, no lugar do vocábulo mais radical, as pessoas estão ligadas a metas de vida inalcançáveis. Os anúncios estão sempre nos dizendo que seremos mais felizes se escolhermos esse carro, essa nova cozinha; que ficaremos mais atraentes se usarmos este xampu ou aquele desodorante. E lá vai cartão, débito, crédito: Cuidado, o débito será sempre seu, masoquista, escravo do consumismo, do mercado selvagem, contaminado por esta epidemia de infelicidade, sem conseguir alcançar as metas colocadas à sua frente. Pois é, consumidor amigo, já pensou em consumir um pouco de tempo pesquisando preços, buscar os mais justos e fugir das tentações de panfletos, gôndolas e supérfluos? Se você não valorizar o seu dinheiro, ele some e sabe prá onde? Pra engordar ainda mais patrimônio do dono daquela maldita maquininha de remarcação de alguns comerciantes desonestos.




fonte: Da Redação



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