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Sal do Batizado
Data:02/03/2018 - Hora:06h47

Minha mãe tinha o jargão Catarinês de dizer: coloca a bucica pra dentro, tadinha! Ela tá toda incarangada lá fora com esse vento suli, traduzindo: coloca a cachorrinha pra dentro, coitadinha! Ela está morrendo de frio lá fora! Isso no começo, quando a gente morava na Rua da Manga, pois ao adotar o costume do dialeto Cuiabanês, mudou os jargões, e quando um fulano não prestava, ela dizia que ele não valia um pequi roído; que aquele sicrano que come chuchu e arrota peru, não tinha um pinto prá dar água, ah, Dona Orfélia, da canequinha da TransLider, quantas coisas apesar de engraçadas, porém verdadeiras a senhora nos ensinou, como um relicário folclórico real de costumes. A lembrança me veio a tona dias destes, quando ouvi um cuiabano dizendo que tal político não valia o sal do batizado. Curiosa tal expressão e nas pesquisas comprovei que realmente quem não tem sequer esta valia, não vale mesmo um pequi roído. O sal do batizado é aquela pitada ínfima do cloreto de sódio, que a mãe coloca nos lábios da criança, lembrando a passagem bíblica de Mateus, na qual Jesus diz: “Vós sois o sal da terra.” Tem até uma musiquinha tchapa & cruz que diz: “Ah, Coitado! Coitado! Ela não vale o sal do batizado; Por todo bairro ela apronta pra valer; Parece até que ele está enfeitiçado; Ele está vendo, mas finge que não vê;” A expressão utilizada na conversa entre os cuiabanos e remanescentes pantaneiros, é bastante comum nesta região e reflete a irreverência e da nossa cultura, em outros dialetos, podendo traduzir que a pessoa não vale o que o gato enterra. Já notaram o que o gato enterra? Claro que não é osso, ou alguém já viu um bichano latir? Eu também me acostumei com o linguajar cuiabanês, nas conversas com os mais velhos em colônias de pescadores, vôte! Xô Mano, só pra mostrar algumas pérolas da bugrada, lá vai: “O Cuiabá axs turma tom cô o abanico surrado de tanta abanaçon. A quentura tá bateno recorde! Aúfa de calorom! Fritáno ovo no axsfalto! Domingo que passô ,disque foi o dia maixs quente do ano. Cuiabá tava marcano 40,4ºC no nono dixstrito de meteorolodgia. Fíiga! Dentro do ônibuxs devia de tá unxs 50 grauxs e tcherôso que tava. Canhãe! A secura do ar também tava trixste demáxs, nem Padjé num fexz tchovê! Jesuxs acóde! Viram só que dialeto e pronuncia mais bonita? Pois é, não troco minhas origens pantaneiras por nada deste mundo e nem estranho as diferentes culturas brasileiras, a gente não aprende tudo sobre elas na faculdade de geografia, mas, se quem tem boca vai à Roma, quem sabe ouvir e assimilar costumes, não precisa ir a terra de Rômulo e Remo, aqui mesmo tá bão demasss, tchurma. Não por acaso, nossa pátria é um continente e nossa linguagem uma Torre de Babel.  ***Rosane Michelis – Jornalista; Bacharel em Geografia; pós em Turismo.




fonte: Rosane Michelis



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Flores multicoloridas a elegante Mayreley Rosa, que trocou de idade e recebeu os parabéns dos familiares e amigos. Você com seu brilho único  ilumina quem tem o privilégio de te conhecer. Que o nosso Bom Deus te conserve, te proteja para que você seja sempre assim uma amiga simples, sincera, verdadeira e muito especial. Parabéns e Feliz Aniversário! Embelezando nossa High Society a finess Vianez Lazzari que ontem colheu mais uma rosa no jardim da vida. Que Deus em sua infinita bondade te abençoe e te traga tudo de bom. Deseja a você muita alegria, paz, saúde e felicidades. O Grupo de Estudos Sistêmicos Saberes: Essência e Consciência discute hoje, 18, num workshop em Cáceres, a partir das 19h30, no Colégio Salesiano Santa Maria, sobre Saúde Sistêmica, uma oportunidade para compreender a doença. O Workshop será conduzido pelas professoras doutoras Elisabeth Battista e Márcia Dal Toé, da Escola Alemã Hellinger Schule.
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