Diretora administrativa: Rosane Michels
Terça-feira, 17 de Julho de 2018
Pagina inicial Utimas notícias Expediente High Society Galeria Fale conosco
JUBA
O Brasil nunca foi capitalista!
Data:23/1/2018 - Hora:08h16

 

Marx sabia que qualquer possibilidade concreta de se construir o socialismo real dependeria do esgotamento do sistema capitalista, ou seja, ele precisava ser instalado e promovido até seu ponto máximo de evolução das forças produtivas e da tomada de consciência das forças vivas da sociedade de que não seria mais possível avançar sem a abolição da propriedade privada em larga escala dos meios de produção, que nada tem a ver com sua casa, sua loja ou escritório, tampouco sua esposa e filhos.

Tratam-se daquelas propriedades que de tão fora da realidade daquilo que 90% da população mundial usufrui acaba por engessar a economia, impedindo que ela cumpra seus objetivos fundamentais de garantir acesso para todos aos bens móveis e imóveis de consumo, essenciais para uma vida digna, mesmo que não haja uma planificação radical, e uns possam ter mais do que os outros, a depender do esforço e da necessidade de cada um.

O que não pode haver é um quadro onde alguns têm tanto capital que não sabem sequer o que fazer, assim como não levarão consigo para a eternidade, sem falar que muitas vezes torna-se motivo de conflitos homéricos entre os sucessores, famintos por abocanhar a fatia mais recheada da fortuna deixada; enquanto outros tenham tão pouco que além de não ter o que deixar, igualmente não têm o que dar no presente para os seus filhos, que, sem expectativas de herança, perdem até a expectativa de vida, por desnutrição, doenças sanitárias, entre outras "causa mortis" precoces, invertendo a ordem natural da vida, levando os pais a enterrarem os próprios filhos.

Lembrando que o capitalismo em questão seria aquele que nutre a livre iniciativa e concorrência leal, a proibição do monopólio e do oligopólio, inclusive da terra, e sabe que a miséria é muito mais cara para o sistema, como raiz de convulsões sociais, do que a garantir o mínimo existencial para cada um subsistir às adversidades econômico-sociais da vida na Terra.

Portanto, no Brasil, o que o pensamento conservador, na verdade, o retrógrado defende, não chega nem perto da perspectiva clássica do liberalismo econômico, ante-sala do capitalismo. Tem muito mais afinidade com o feudalismo, o coronelismo, patrimonialismo e a plutocracia. 

Eles sequer sabem que os direitos civis duramente atacados por eles daqueles que não se adequam aos padrões sectários e ortodoxos de uma sociedade que esconde e tem vergonha da sua própria diversidade são fundamentos básicos do Estado moderno, constituído, a princípio, pelos liberais, que escreveram a bico de pena a Declaração dos Direitos dos Homens e do Cidadão de 1789, na França, e deram o pontapé no iluminismo. 

Programas de distribuição de renda mínima e de quotas raciais foram gestados, nada mais, nada menos, pelo Banco Mundial, grande representante do neoliberalismo contemporâneo. 

A instituição de conselhos gestores de políticas públicas e de direitos, a democracia participativa e semidireta, longe de serem conspirações bolivarianas, estão em perfeita consonância com os mecanismos de controle social existentes na Europa, talvez até na China. 

A valorização do trabalhador, representada por direitos, garantias e benefícios diversos, nos países com melhores IDH do Mundo, como os países escandinavos e o Canadá, por exemplo, são vistos como investimento que aquece e dinamiza as economias locais, não como gargalos que bloqueiam o crescimento de qualquer país. Exemplo bem claro e didático é o da Alemanha, hodiernamente sendo a economia mais pujante e líder disparada da União Européia, tendo atropelado a Inglaterra, eis que lá a hora trabalhada do empregado do chão da fábrica é muito mais cara do que a nossa, não impactando e/ou comprometendo em nada sua altíssima competitividade nas redes globais do comércio exterior, menos ainda prejudicado seu mercado consumidor interno. 

Na verdade, no Brasil, vende-se muitas falácias, compradas até de graça por parte abundante da população, sobretudo da classe média alienada e das nossas elites atrasadas. E neste momento vivenciamos umas das ondas mais avassaladoras de alienação e retrocesso, mediante o emburrecimento de muita gente, a desindustrialização acelerada do nosso parque produtivo e o acúmulo de capital como não visto desde o período das capitanias hereditárias. 

O mais alarmante, porém, não é ver a ganância e inescrupulosidade dos bandidos de altíssimo escalão, no entanto, a passividade e até concordância de uma parte expressiva da população que aderiu ao engodo de que o país seria reposto nos trilhos, que o mal maior seria banido, que a política de "austeridade fiscal" e as reformas promovidas pela quadrilha que tomou de assalto Brasília, sem se submeter ao processo democrático, por mais que ele possa ser falho, porém, financiada pesadamente, com o compromisso de dar a contrapartida, pagar a fatura do impeachment e da manutenção do governo Temer até aqui. 

Todos estamos pagando com a receção da economia, com o sumiço do dinheiro da praça, com os juros extorsivos e acachapantes dos bancos, com o preço da gasolina, da luz e da compra do mercado. 

E você ainda acha que não foi um golpe? Sem falar de partidos contra partidos, mas de crápulas travestidos de representantes da vontade popular, contra o próprio povo que alegam representar. 

Renovação total em Brasília, já!

Paulo Lemos é advogado




fonte: Paulo Lemos



anuncie aqui anuncie JBA
»     COMENTÁRIOS


»     Comentar


Nome
Email (seu email não será exposto)
Cidade
 
(Máximo 1200 caracteres)
Codigo
 
Publidicade
High Society
Com eficiência ímpar, as funcionárias da Biblioteca Municipal de Cáceres, Carla Kruger e Divina Aparecida Santos Conchev, estão sempre buscando divulgar com dinâmica e eficiência aos frequentadores da casa de cultura da Rua Padre Casimiro, as atividades lúdicas do estabelecimento, voltado à salutar pratica da leitura e pesquisas.  Registramos marcando mais um golaço no placar da vida Wellyngton Maciel, que recebe os abraços calorosos da companheira Darlene, da mãe Isabel, do filhão Samuel e do rol de amigos.  Que essa data se reproduza por muitos anos, sendo festejada com saúde e felicidades são os nossos votos.  Ilustrando a página hoje, a simpática professora Elaine Glerian, do corpo docente da Escola Estadual Onze de Março, (antiga Ceom) na disciplina de química, articuladora do Projeto Parlamento Jovem no estabelecimento de ensino de Cáceres, que teve este ano um aluno selecionado.
Ultimas norícias
Exediente
Versão impressa
High Society
Fale conosco
VARIEDADES
POLÍTICA
POLÍCIA
OPINIÃO
ESPORTES
EDITORIAL
ECONOMIA
CIDADE
ARTIGO
Jornal Correio Cacerense 2015
Copyright © Todos direitos reservados