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É bom ser Mato Grosso!
Data:29/11/2017 - Hora:08h11
O leitor pode até me chamar de geógrafa chata e realmente, eu posso até estar meio desatualizada, pois não exerço a profissão, nem a de turismo, (meus dois cursos universitários), mas hoje vou falar sobre a geografia básica do nosso Mato Grosso, e que por mais de uma vez, foi confundida pela plin-plin global, como Mato Grosso do Sul. O mote me veio a tona, devido um turista me perguntar se Cáceres ficava longe da capital Campo Grande. Capital de qual estado? Da nossa pujante unidade da federação é que não é, aliás, nunca foi, já que desde a fundação, antes e depois da divisão, Mato Grosso tinha, como tem, independente da divisão consoante, lei do ditador Geisel no dia 11 de outubro de 1977, Cuiabá como sua e nossa capital. Pouco importa se a global citou no Globo Repórter/Pantanal de 22 de setembro último que Poconé ficava em MS, se na abertura do Jornal Nacional, William Bonner, disse que o governador do Mato Grosso do Sul, Silval Barbosa, pagou fiança para não ser preso. O que importa, é que depois de 40 anos da divisão, continuamos, ainda mais que antes, dividindo calor humano com forasteiros, somando esforços em prol de nosso Mato Grosso e subtraindo problemas no dia a dia com a força de nosso trabalho. Na realidade, a causa divisionista sempre foi de uma minoria, isto é, da oligarquia agrária sulista em disputa pelo poder estadual contra os grupos dominantes do norte. Como disse a ilustre doutora em história da Universidade Federal de São Carlos (SP) Marisa Bittar, ao longo de quase um século, o divisionismo não teve grande visibilidade e nem chegou a ser consenso entre a própria classe latifundiária sulista e um dos seus grandes momentos foi 1932, quando Campo Grande apoiou a revolução paulista enquanto Cuiabá permaneceu legalista. No decorrer desse curto levante, um governo paralelo chegou a ser constituído pelos revolucionários sulistas cuja intenção era tornar Campo Grande a capital de todos os mato-grossenses, caso São Paulo vencesse. Mas o destino foi outro e em 1934, foi criada a Liga Sul-Mato-Grossense, que arregimentou um abaixo-assinado no sul do Estado para enviar aos constituintes, no Rio de Janeiro. Este documento, que se encontra no Arquivo Público Estadual, em Cuiabá, arrola motivos justificando a região sul como a mais produtiva do Estado e, ao mesmo tempo, isolada e esquecida pelo poder clientelista de Cuiabá. Nas décadas seguintes o divisionismo praticamente se calou. Mas eis que, justamente quando se dava a causa por perdida, ela acabou articulada aos interesses geopolíticos da ditadura militar que, então, de cima para baixo, sem consulta às duas populações interessadas do norte e do sul, dividiu Mato Grosso. Nem vamos aqui entrar em detalhes sobre a pretensa política do Zeca do PT em 1998 propondo a mudança do nome de Mato Grosso, que o Estado não tinha nome nem identidade, e que deveria se chamar Estado do Pantanal, patrocinando campanhas publicitárias, que felizmente morreram na praia. É muito bom ser Cacerense, Bem Mato Grosso e fazer parte desta família maravilhosa, não é mesmo? ***___Rosane Michelis – Jornalista - bacharelado em Geografia e Pós em Turismo. 



fonte: Rosane Michelis



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