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Conceito é o negócio da China
Data:24/11/2017 - Hora:08h32

A China tornou-se um mercado em potencial porque criou um conceito? Mesmo vivendo sob um regime político complicado? O tamanho do mercado potencial chinês, mais de 1 bilhão de pessoas, derrotou até as restrições americanas ao velho inimigo comunista e suas violações de direitos humanos, pois se não se perde muita coisa bloqueando Cuba, despreza-se quase um quarto da população mundial discriminando a China. E os chineses estão sendo tão pragmáticos quanto os americanos. Com sua abertura controlada para investimentos externos e multinacionais, quintuplicaram a economia nos últimos 20 anos. Uma das coisas que brasileiros, como eu, e estrangeiros não contavam, é que haveria empresas chinesas, mais acostumadas com a burocracia e a corrupção locais, disputando o mesmo mercado. De qualquer maneira, cedo ou tarde a lógica prevalecerá. E estaremos todos produzindo para vender na China. Que país de tamanho parecido com o nosso serviria como modelo para o Brasil, descartando os 3.000 mil anos de civilização, da revolução com milhões de mortos, para chegar ao mesmo ponto, depois de decidir se o sucesso vale tanto sangue? Desconfie sempre dos que pregam banhos de sangue, eles sempre se referem ao sangue dos outros. Existe uma corrente contrária ao pensamento que o problema do Brasil foi a qualidade da nossa colonização por Portugal. Pelo que descreve a história, a Austrália foi povoada por degredados e prostitutas e deu no que deu. Certa vez, um operário japonês perguntou se a tribo onde vivo podemos ter oito mulheres e andamos todos nus. Essa visão estereotipada do Brasil de costumes exóticos, que vive de forma primitiva na Amazônia, há muito tempo vem sendo inserida pelos meios de comunicação dos países da Europa e do Oriente. Comprovei assistindo as reportagens nas TVs nipônicas, onde as câmeras mostram a miséria e a exclusão social enquadrando moradores de ruas, garotos cheirando cola e fumando crack livremente pelas ruas e os confrontos da polícia com marginais nas favelas dos grandes centros.

O grande modelo para o Brasil dar certo talvez seja o próprio Brasil – nenhum outro tem as mesmas características, história, etc. -, mas com outro começo. Enquanto o governo não organizar a casa, desenvolvendo uma economia avançada de incentivo, fiscalizando e punindo sem privilégios, corremos o risco de trocar a instabilidade econômica pelo gangsterismo organizado e público. Neste “vale tudo” que vivemos, a expressão que li há algum tempo, de Tatyana Tolstaya, escritora russa, parafraseio dizendo que “a fome não afeta os brasileiros, porque “comemos uns aos outros e isto nos satisfaz”. Afinal, desde o começo predominou a geocultura, pelas fortes influências das teorias européias, uma prática que dura mais de 50 anos. Se o mesmo primitivismo está por trás do que acontece no Oriente Médio, devemos ficar atentos ao perigo do fundamentalismo religioso, um dos freios sociais, um dos exemplos de que o Brasil tem vocação para a autofagia social. Mas, sabotando os conceitos distorcidos sobre as Américas do Sul e Central, e o laboratório de idéias importadas, veremos, a longo prazo, os resultados das novas atitudes e conceitos adotados. A China ficaria apenas como um exemplo de como é possível ser pragmático sem ser submisso. ***___Rubens Shirassu Júnior, escritor e pedagogo de Presidente Prudente, São Paulo. Autor, entre outros, de Religar às Origens.




fonte: Rubens Shirassu Júnior



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