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A Velha Nova República
Data:15/11/2017 - Hora:09h39
A Velha Nova República
Reprodução Web

Anos 60 o menestrel Juca Chaves, falava já naqueles idos, de Nova República, dando adeus à velha republica do João, da nova com banquete milhonario, o escote camarão e que o patriotismo acaba, quando o whisky é nacional. Anos depois, o eterno mortal, felizmente ainda vivo Milton Nascimento na Carta a República, dizia que a esperança que a gente carrega é um sorvete em pleno sol... e indagava: o que fizeram da nossa fé? Quase ao mesmo tempo, nosso amigo dos corredores de gravadoras e estúdios de Sampa Luiz Airão, saudava: Ai que saudades dos meus tempos de república; pois é, Seu Luiz, que chegava de porre no quarto, cantando chorinho e sambão, acordando no meio da noite e fazendo a maior confusão; a gente nos tempos de faculdade, ainda vivia nos tempos de Colônia, escravo urbano de um jornal que dava calote nos repórteres, forçando empréstimos pra pagar a universidade, que era particular, né mesmo, Martinho da Vila? E desabafa o Drº Alberto R. Fioravanti, Conselheiro Vitalício do Círculo Monárquico Brasileiro, que uma disputa amorosa entre Deodoro da Fonseca e Silveira Martins, foi decisiva no golpe de Estado de 1.889. A gente conhece nas entrelinhas dos bastidores esta história, de como os republicanos não conseguiriam realizar seu projeto pelo voto, (só tinham dois deputados) e para concretizar suas idéias optaram por um golpe militar, procurando usar o descontentamento das classes armadas com o governo civil do Império. Como precisavam de um líder de prestígio na tropa, para levar a efeito seus planos, se aproximaram do ingênuo Deodoro procurando seu apoio para um golpe de força contra o governo imperial. Como Deodoro era de convicções monarquistas, amigo declarado do imperador Dom Pedro II e lhe devia favores, no dia 14 de novembro de 1889, os republicanos fizeram correr o boato, de que o governo do primeiro-ministro visconde de Ouro Preto havia expedido sua ordem de prisão. Urgia-se proclamar a República antes que se instalasse o novo parlamento, recém-eleito, cuja abertura estava marcada para a semana seguinte, dia 20 de novembro. A falsa notícia da prisão foi o argumento decisivo que convenceu Deodoro finalmente a levantar-se contra o governo imperial. No Quartel-General do Exército, Deodoro decretou a demissão do Ministério Ouro Preto, mas ninguém falava em proclamar a República, tratava-se apenas de trocar o Ministério, e o próprio Deodoro, para a tropa formada ainda gritou "Viva Sua Majestade, o Imperador!” Foi a gota d’água, os golpistas, para convencer a Deodoro romper os laços com a monarquia, na noite do dia 15, o informou que o novo primeiro-ministro, escolhido pelo Imperador, era Gaspar Silveira Martins, correligionário do visconde e político gaúcho, com quem o Marechal não se dava por conta de terem disputado o amor da mesma mulher na juventude. Claro, que a história oficial não diz, mas foi por causa de uma mentira e uma dor de cotovelo que nasceu a República do Brasil e o irresponsável Deodoro derrubou o regime, desrespeitou a Constituição e fechou o congresso. Trocando em miúdos, salvo raras exceções, o caso se repete 128 anos após, com a única diferença que agora, os dois poderes Executivo (República Patropi) e legislativo, (parlamentarismo simulado) desrespeitam a constituição e o terceiro poder, o judiciário, infelizmente não tem forças legais para fechar pelo menos um terço do congresso, que é o percentual envolvido em crimes de corrupção ativa, passiva e lasciva. Esta é a nossa República que a gente pró-clama, por uma mudança nas eleições de 2018.




fonte: Da Redação



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