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Cáceres está entre os campeões de desmatamentos no Pantanal
Data:08/11/2017 - Hora:10h09
Cáceres está entre os campeões de desmatamentos no  Pantanal
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O Pantanal perdeu em 2016, 495 km2 de áreas naturais convertidas para uso antrópico. Apesar dos números revelarem uma pequena redução em relação ao mesmo período, os dados apontaram um aumento na conversão das áreas de mata nativa dentro da planície, o bioma Pantanal, dentro da Bacia do Alto Paraguai (BAP). Os números são do Instituto SOS Pantanal que desde 2008 monitora a degradação na Bacia do Alto Paraguai (BAP).

"É a primeira vez que a degradação na área de planície é maior do que na área de planalto dentro da BAP", afirma Felipe Dias, diretor-executivo do Instituto SOS Pantanal. “É um dos biomas mais esquecidos, afinal muitas das políticas públicas hoje são toda voltadas para a Amazônia".

Este mês, o vice governador de Mato Grosso viaja para Alemanha para a reunião da COP 23, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorre em Bonn. Grande parte das ações a serem discutidas durante o evento são voltadas para as áreas de floresta de Mato Grosso e não para as área úmidas como o Pantanal.  

Um dos pontos alarmantes do estudo do instituto SOS Pantanal é a rapidez que a devastação tem avançado dentro do bioma, que ao contrário da Amazônia tem uma área muito menor, com 150 km2. “A velocidade com que essa conversão ocorre é algo que deve ser considerado com muita atenção. Já são cerca de seis campos de futebol por hora de perda de mata nativa”, afirmou Marcos Rosa, responsável pelo estudo, coordenado pelo Instituto SOS Pantanal, e executado pela empresa ArcPlan.

Os três campeões do desmatamento na Bacia do Alto Paraguai desmataram uma área equivalente ao tamanho de Salvador (BA) ou duas Belos Horizontes (MG), com 63.166 hectares. Entre os campeões de desmatamento, estão Corumbá (MS), Cáceres e Santo Antônio do Leverger. Corumbá lidera o ranking desde 2002, quando o monitoramento começou a ser feito. No monitoramento do período 2014 / 2016, o município, desmatou o dobro do que Cáceres e Santo Antônio, com 35.137 hectares. Os dois municípios mato-grossenses perderam áreas de 15.447 e 12.582 respectivamente.

O Atlas do Instituto SOS Pantanal apontou que no Pantanal, a área de planície da BAP, perdeu até 2016 15,7% de suas áreas naturais. A situação da região de planalto na BAP é mais grave ainda, pois a regiões já tem 61% de perda de vegetação natural.  

Dentro do bioma Pantanal, o total de áreas naturais convertidas foi de 103.953 hectares. A expansão das pastagens plantadas (exóticas), lidera o processo de antropização no Pantanal, com um aumento de 65.892 hectares sobre as matas nativas, seguido pelo aumento de áreas da classe “alteração antrópica”, que expandiu 37.941 hectares sobre as áreas naturais. As áreas de pastagem plantada no Pantanal, consolidaram-se ainda, sobre áreas já alteradas em anos anteriores, somando uma área de 104.700 hectares.




fonte: SOS Pantanal com Redação



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Brinde especial a nossa leitora assídua Cibeli Simões que festejou data nova no domingo e recebeu o carinho especial dos familiares, amigos e colegas da OAB. Que seus sonhos se tornem realidade e que esse ano seja repleto de alegrias, saúde, vitórias. Parabéns!!! No rol dos aniversariantes o competente delegado Alex Cuyabano a quem enviamos os votos de felicidades, rogando ao Criador infinitas bênçãos nesse novo ano de vida que se inicia. Muitas felicidades pra você Kelly Prado. Que todos os seus sonhos e metas sejam alcançados, sem esquecer do mais importante, que você seja muito, mas muito feliz.
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