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Folclore Político
Data:19/08/2017 - Hora:06h38

Final de semana sem muitas novidades, nova operação da Lava-Jato, isso já virou carne de vaca, magra ou gorda, salvo engano, a de nº 45, mas podem esperar que até o fim dela, se chega a 50ª, até parece que não existe outra coisa a se apurar neste país, que tem mais de meio século de corrupção, propinas e os cambas. Vai ver que por já fazer parte do folclore tupiniquim, a tal operação da República de Curitiba, comprovando que ser corrupto na Gentil Pátria Amada Brasil, dá  status, não pode parar, sabe-se lá porque. Antigo como o folclore, mais velho que Câmara Cascudo, a corrupção filha da propina, já no tempo de D. João VI, aparecia na alfândega, quando embaixadores brasileiros em Londres cobravam propina nos empréstimos que o Brasil contraía em Londres, e na República Velha, discorre Nelson Werneck Sodré na HISTÓRIA MILITAR DO BRASIL as vastas algibeiras de generais quando compravam alfafa para a Cavalaria. Detalhe, muita conversa fiada de combate a corrupção, é pra boi dormir, um exemplo, na Revolução de 30 aconteceu um fenômeno de moralismo. Os revolucionários atribuíam aos coronéis e políticos da República Velha um alto índice de corrupção, chamavam-nos de os carcomidos. Vieram então os tenentes puros e salvadores e, a pretexto de eliminar a corrupção, derrubaram os carcomidos e fundaram novas dinastias corruptas, muitas das quais dominam as políticas de seus estados até hoje. Veja o leitor como o folclore se mantém vivo, pelo menos, o político, haja vista, que descendentes dos coronéis corruptos de antanho, claro, carcomidos pelo tempo que não perdoa, lutam com unhas e dentes, pra manter-se no poder. Alguns filhotes da ditadura de 64, outros capachos oportunistas, se vendendo em detrimento da pátria e do povo. São os sacis, (duas pernas e várias mãos); as mulas sem cabeça ética, mas alforjes fundos pra botar propina; os curupiras com moto serras devastando as matas; as cucas vazias de pensamentos honestos, só pra citar alguns dos personagens do folclore político, ativo, prestigiado e que dá as cartas no jogo da morte da cleptocracia. Na festança desta trupe, vende-se tempo de horário político na TV, troca-se anos de prisão por uma delação e leva como brinde uma tornozeleira eletrônica, alicia-se sindicatos; leiloam-se apoios, uma parafernália sem fim, folcloricamente prá-lamentarista, eita – égua, que se não ficar longe, a coisa pega. E só pra lembrar, segunda,é dia do folclore, será que alguma escola vai se lembrar de comemorar a data?  

 




fonte: Da Redação



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