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Data:13/06/2017 - Hora:08h12

Um balde de água fria; a população brasileira vinha acompanhando pari passu, pelos meios de comunicação de massa,  o julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014, este julgamento foi comandado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento da chapa começou em abril deste ano, sendo  retomado no dia 6 de junho terça-feira, perdurando até o dia 9 sexta-feira, foram marcadas quatro sessões para analisar o processo, diante de discussões e mais discussões inócuas, com calhamaços de documentos apresentados, porém com pouco aproveitamento. O resultado final;  por 4 votos a 3, a ex-presidente Dilma Rousseff  e o presidente Michel Temer são absolvidos, da acusação de abuso de poder político e econômico na campanha de 2014.

A ação impetrada pelo PSDB, após a eleição de 2014, aponta mais de 20 infrações supostamente cometidas pela coligação “Com a Força do Povo”, encabeçada pelo PT e PMDB.

Entre as infrações citadas, a principal delas tem relação com empreiteiras que fizeram doações oficiais com o pagamento de propina com contratos obtidos na Petrobras, além de desvio de dinheiro pago a gráficas pela não prestação dos serviços contratados.

No decorrer do processo surgiram  fatos novos, através de diversas delações premiadas provenientes da operação Lava-Jato, sendo  iniciado pelo doleiro Alberto Youssef, depois vieram outros.

O batom na cueca, nessa questão da chapa Dilma-Temer, ficou por conta do uso do jatinho da JBS, pelo vice-presidente Michel Temer e sua esposa Marcela  em uma viagem de São Paulo para Comandatuba, na Bahia,  e outra para Porto Alegre em 2011,  ele dizia  não saber, que o jatinho era de propriedade do dono da JBS Joesly Batista, só depois, veio o desmentido, até porque o proprietário do jatinho em um gesto cordial deixou um buquê de flores para a Marcela esposa do vice-presidente na época.

Nesse imbróglio todo, com relação a esse julgamento, um fato crucial  foi deixado de lado,  a não inclusão nesse processo das delações premiadas feitas por executivos da Odebrecht e pelo casal de marqueteiros João Santana e Mônica  Moura, contendo  provas robustas; sem as mesmas esse processo ficou enfraquecido.

A conversa entre Michel Temer e Joesley Batista, não se resume a um entendimento sobre a mesada recebida por Eduardo Cunha para que ele permanecesse em silêncio, na carceragem onde o mesmo se encontrava.

O dialogo não para por ai, vai além do cometimento de crimes, que vão   desde obstrução à justiça, suborno de procuradores e compra de informações privilegiadas.

Diante dessa votação que pode até ser legítima, porém traz algumas inconsistências, como a não inclusão de  fatos delituosos.

Conforme acórdão do colegiado, assim votaram os ministros, a favor da condenação: o relator Herman Benjamin  e os ministros Luiz Fux e Rosa Weber, votaram contra a condenação os ministros: Admar Gonzaga, Tarcísio   Neto e Napoleão Maia; o placar até então, ficou em 3 votos  a 3.

O desempate ficou por conta do voto do presidente do TSE ministro Gilmar Mendes, que votou a favor da manutenção da chapa Dilma-Temer.

Pare o mundo, quero descer!

 

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)




fonte: Professor Licio Antonio Malheiros



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