Diretora administrativa: Rosane Michels
Quinta-feira, 22 de Junho de 2017
Pagina inicial Utimas notícias Expediente High Society Galeria Fale conosco
CANOPUS
O bem e o mal
Data:17/05/2017 - Hora:07h59

O bem e o mal são simplesmente palavras que correspondem a níveis de compreensão do universo observável. A vivência ética na nossa sociedade imediatista tende a ser preguiçosa e socialmente indiferente, fazendo com que se tome como modelo do bem, simplesmente, os costumes sociais correntes.

Tudo piora quando tal vivência se torna espiritualmente indolente e moralmente estática, quando se assume como modelo do bem as práticas e tradições religiosas. Mas, a bondade, e até mesmo a verdade, é sempre relativa e sua percepção é o que permite ao ser humano efetuar as decisões pessoais que caracterizam uma vivencia ética ou não.

Uma experiência é boa quando eleva a apreciação da beleza, a vontade moral, o discernimento da verdade, a capacidade de amar e servir aos semelhantes. Assim, há um aumento dos ideais espirituais e capacidade de experimentar a bondade e discernir a verdade.

Já a capacidade de se manter no erro e experimentar o mal somente será superada pela longo ascensão da alma humana até os níveis espirituais mais altos.

A bondade é vivente, relativa, sempre em progresso, é invariavelmente uma experiência pessoal e correlacionada com o discernimento da verdade e da beleza. A bondade se encontra no reconhecimento dos valores positivos que superam a miséria da vida humana.

Mas a possibilidade do mal é necessária para a eleição moral, não sua realidade. O mal potencial funciona como o bem como estimulo para tomar decisões de progresso moral, sendo que o mal somente se torna uma experiencia pessoal quando a mente moral o escolhe deliberadamente.

Como exemplo concreto dessa situação temos a superação de uma das mais degradantes formas de relação humana que já houve, a escravidão, no exemplo americano. Inicialmente, Abraham Lincoln não intencionava que a sangrenta Guerra Civil fosse uma luta pela libertação dos escravos, mas somente proibindo-a nos novos Estados, tendo lançado a Proclamação de Emancipação somente quando a posição da União ficou desesperadora.

Foi a guerra mais letal dos tempos modernos antes da primeira guerra mundial, com 620 mil soldados mortos, quase o mesmo número de americanos mortos na soma de todas as demais guerras que se envolveram. 

Mas, porque a escravidão era uma força tão poderosa nos Estados do sul, a ponto de envolver tanta gente que se sentia honrada, religiosa e decente por morrer e matar na defesa dessa “instituição peculiar”? Não era interesse direto, pois dos 8 milhões de brancos que viviam nos estados escravagistas somente 383 mil possuíam escravos, dos quais metade tinha menos que cinco.

Apenas três mil dos tais 8 milhões correspondiam à imagem de fidalgos donos de “plantations”, com mais de 100 escravos, plantando tabaco, açúcar, arroz e algodão de forma eficiente. Sua riqueza dependia de expansão em novos estados comprados da França ou conquistados da Espanha, o que era mal visto pelos estados do norte, com economia calçada em pequenos agricultores e industrialização incipiente.

O sul escravagista era muito mais rico, inclusive mais rico que qualquer pais europeu, com exceção da Grã-Bretanha. E esteve várias vezes próximo à vitória, alcançada pelo norte pela firme liderança de Lincoln, melhores generais, violenta repressão a motins e, principalmente, a força bruta representada por uma população maior e mais industrias. O sul sofreu com a morte de um quarto de sua população masculina, soldados que não lutavam pela escravidão, porque escravos não tinham, mas sim por lealdade à terra, à família e tradições locais, além do medo, justificável, das péssimas condições de vida reservado aos trabalhadores nas fábricas no início da revolução industrial.

O fim da Guerra Civil e a abolição da escravidão não significou melhores condições de vida para os escravos, que muitas vezes passaram a viver sob mais miséria e opressão do que antes, nem para os nativos americanos, vítimas do projeto expansionista dos Estados Unidos fortalecido pela homogeneização política e econômica que se seguiu.

Mas, exemplifica bem como o ser humano individualmente ou nas suas várias coletividades só tem valor na medida em que aumentem o bem estar, a felicidade e o progresso dos indivíduos e do conjunto planetário.

 

  Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

 




fonte: Sandra Cristina Alves



AREEIRA LAB. LIDER anuncie aqui
»     COMENTÁRIOS


»     Comentar


Nome
Email (seu email não será exposto)
Cidade
 
(Máximo 1200 caracteres)
Codigo
 
Publidicade
zoom
Multivida
High Society
Um click para a gatinha Nicole Brumati Rodrigues Soares, filha do casal Pedro e Rosimar, que encanta a todos com seu jeitinho sapeca de ser. Puro charme e simpatia. Beijinhos!!!!!! Parabenizamos toda a equipe da Prefeitura Municipal de Cáceres, através da SICMATUR que não mediram esforços para que mais um ano o Festival de Pesca fosse sucesso total. Organização, entretenimento, atrações e show de pescaria foi o que se viu durante os cinco dias de festa. Em nome do Prefeito Francis Maris, da Vice-Prefeita Eliene Liberato, do Secretário Junior Cezar Trindade e do guia turístico Claudionor Duarte, parabenizamos a todos que trabalharam direta ou indiretamente para o sucesso do FIPe. Nossos aplausos!!! Festejando data nova a simpática atendente do Laboratório Líder, Vanderleia Rodrigues, a quem desejamos muita saúde e prosperidades. Que Deus lhe conceda muitas vitórias nesse novo ano de vida.
Ultimas norícias
Exediente
Versão impressa
High Society
Fale conosco
VARIEDADES
POLÍTICA
POLÍCIA
OPINIÃO
ESPORTES
EDITORIAL
ECONOMIA
CIDADE
ARTIGO
Jornal Correio Cacerense 2015
Copyright © Todos direitos reservados