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A ditadura do preconceito
Data:28/04/2017 - Hora:10h00

A ditadura do preconceito desponta  em todas as classes sociais  e lugares, dai a razão de percebermos  a todo instante em  nosso convívio, atitudes de desrespeito e desconsideração  que constituem uma das mais drásticas e destrutivas  mazelas  nas relações  da humanidade.

Julgar alguém  simplesmente pela aparência,  engessa a inteligência e faz gerar toda sorte de discriminação e descontrole. Desta forma, nesse jogo “segregador”  de separação e escolhas  de pessoas ou de grupos sociais, fatalmente podemos provocar  infelicidades às  pessoas, desencadeando lágrimas secas e invisíveis,  e em consequência cultuarmos  injustiças , ou até distorção de  contextos, fomentando e  violando  direitos humanos.

Portanto, enquanto vivermos pensando apenas no supérfluo, na vaidade do poder transitório e da acumulação de bens,  classificando  pessoas pela ótica dos interesses, com certeza o tédio, a angustia  serão nossos parceiros mais  íntimos e contínuos nos momentos de reflexões. 

A espiritualização do ser nos emprestará  sempre recursos para que possamos aceitar e entender os nossos limites, a aceitar o outro com os seus acertos e desacertos,  valorizando cada  fato com a singeleza e beleza perceptível apenas nas mínimas coisas que nos acontecem e que verdadeiramente nos tornarão melhores a cada amanhecer e dia após dia passamos a entender as pessoas com as suas desigualdades presentes.

Ao passarmos a ver os outros sem prejulgamento e sem recusas antecipadas, nos permitirá  perceber a existência sobre outro prisma, diferente daquele que costumeiramente  o tínhamos, possibilitando-nos a certeza de que estamos em permanente construção e crescimento, que perfeição não existe, por isso,  é que a tolerância para com os que nos cercam, nunca poderá estar no limite da rejeição, pois todos nós estamos em fase de  reconstrução sempre a cada erro ou a cada deslize, e se ainda estamos por aqui, é por que ainda temos muito a fazer, e mesmo depois da partida, tenha a certeza que a nossa vida será uma forma de lições para quem fica. 

A nossa passagem por esta vida é muito rápida, mas o suficiente longa para cometermos erros irreparáveis, julgando muitas vezes com extremo rigor e pouca tolerância, assumindo atitudes individualistas, que por vezes são  dispensáveis, simuladas e até agressivas ao círculo em que vivemos.            

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com        




fonte: Wilson Carlos Fuáh



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